Gagueira sob uma perspectiva que articula linguagem, subjetividade e sociedade.
25 setembro 2006
Vídeos Disfluentes
21 setembro 2006
Vida Longa ao Instituto Brasileiro de Fluência

É com enorme alegria que vejo nascer um bebê de seis quilos e quatrocentos gramas (!!). É novinho mas já nasceu grande, é o Instituto Brasileiro de Fluência. A concepção foi muito bem produzida, o parto se deu sem maiores problemas, a escolha do nome e dos seus ideais foi de muito boa qualidade. Parabéns às mães e ao pai: Ignês, Sandra e Roberto. Vocês superaram todas as expectativas que tínhamos a respeito deste novo ser. O próximo passo de todos agora é "fazer algo para melhorar" e caminharmos juntos "pela superação da gagueira". Aos que ainda não viram a criança, não deixem de visitá-la e fazer-lhe um carinho.
19 setembro 2006
Ih! Nosso filho está gaguejando
Ih! Nosso filho está gaguejando
Quantas vezes esta frase é repetida na vida de muitas famílias desde tempos muito antigos. Mas, afinal, o que significa estar gaguejando? Porque as crianças gaguejam, às vezes, já com dois anos de idade? Este é o objetivo deste artigo, ou seja, esclarecer aos pais o que é gaguejar. É perigoso? É contagioso? É hereditário? O que fazer diante da gagueira? Foi depois que ele levou um susto, explicam alguns pais.Dá um susto nele que isso passa, aconselham outros. Qual a verdade contida nisso tudo? Para entender o comportamento de gaguejar precisamos falar um pouquinho de EMOÇÃO.
Vocês já repararam que quando mostramos nossas emoções, nossos músculos se mexem. Os músculos do rosto se colocam numa posição quando sentimos alegria, noutra quando sentimos tristeza, e noutra ainda para braveza e assim por diante. Além disso, quando sentimos emoções, a respiração também muda, fica lenta, rápida, apertada, conforme a emoção. Muda também a batida cardíaca, suamos, trememos, enfim, várias mudanças no corpo acompanham as emoções. Vamos agora analisar um pouquinho a fala. Para falar, é preciso usar o ar dos nossos pulmões, pondo-o para fora. Fale um pouco e sinta se é verdade. Para falar é preciso também mexer vários músculos: os dos lábios, língua, céu da boca e pescoço. Agora a conclusão fica fácil. Se as emoções influem no movimento dos nossos músculos, na nossa forma de respirar e se a fala depende de movimentos de músculos e da respiração, é claro que conforme a emoção que sentimos, nossa fala pode se alterar.
Para ler o texto na íntegra, beba a água na fonte. Indico também, para pais que procuram orientações sobre como reagir diante de um filho com gagueira, o texto "Gagueira infantil: Como e Quando Ajudar", de Daniela Verônica, Presidente da ABRA GAGUEIRA. (Boa sorte, Fê e Leo!)
16 setembro 2006
Gagueira no Vídeo Show
Aproveitem!
12 setembro 2006
Extra! Extra!
Fonte: Olhar Virtual
"A droga pagoclone foi inicialmente testada como um tratamento para disfunções de pânico e ansiedade. Os resultados eram diferenciados, e a Pfizer, que tem os direitos sobre a droga, enviou o medicamento de volta para os laboratórios da Indevus. Mas naqueles testes, algumas pessoas que gaguejavam diziam que sua capacidade de locução havia melhorado. Então a Indevus conseguiu uma patente que colocava a droga na ordem de tratamento de gagueira e começou a testá-la clinicamente, onde 88 pacientes ingeriram a substância e outros 22 um placebo."
Fonte: Último Segundo
"Galos pretos poderão ser alugados nesta quinta-feira na Festa de São Bartolomeu do Mar, em Esposende, distrito de Braga, na região norte de Portugal, para que os peregrinos possam cumprir uma tradição que prevê a cura de crianças de doenças como gagueira, problemas renais, epilepsia e medo."
Fonte: Lusa Agência de Notícia
Que Novidade!!!
Durante anos a gagueira foi atribuída à timidez e a possíveis problemas psíquicos. Essa interpretação perdeu hoje grande parte de seu apelo: se é verdade que os gagos têm dificuldades de se relacionar com os outros, isso pode bem ser a conseqüencia e não a causa do problema.
Também nessa área, o desenvolvimento da neuroimagem forneceu a explicação anatômica para uma "doença da linguagem" bastante comum. Dois pesquisadores da Universidade de Toronto, Luc de Nill e Robert M. Kroll, demonstraram, graças à PET (Tomografia por Emissão de Pósitrons), que, quando se solicita a uma pessoa gaga e a uma não gaga que leiam silenciosamente um texto, as mesmas áreas do cérebro são ativadas, mas na que sofre de gagueira a atividade é muito mais intensa. Se a leitura é feita em voz alta, além das áreas mais especificamente linguística necessárias à leitura silenciosa, é ativado também o córtex motor primário: também nesse caso há um excesso de atividade nos gagos.
"A explicação é simples", afirma o neurocientista Eric Kandel, professor na Universidade de Colúmbia, em Nova Iorque: "Quando uma pessoa gaga começa a pensar e proncunciar uma palavra, seu cérebro opera de modo incongruente e excessivamente veloz, a tal ponto que não é possível a boa coordenação entre pensamento e movimento". Para demonstrar essa tese, Kandel verificou os efeitos da reabilitação no cérebro das pessoas que sofriam de gagueira. Após o treinamento adequado de recuperação, a PET assinalou a diminuição da atividade das áreas motoras, o que facilitou a transformação do pensamento em palavra."
Fonte: Revista Viver Mente & Cérebro. Agosto, 2005.
A reportagem acima, na minha opinião, reforça um antigo mito em torno da gagueira: a pessoa gagueja porque pensa muito rápido. É este o senso comum da população leiga. O incrível é que está cientificamente (com)provado (???)! Duvido em muitos aspectos do estudo realizado na Universidade de Toronto. Talvez o indivíduo que gagueja processe mais informações, pois para ele ler não é somente ler. Ler envolve ser aceito pelos outros, por si, atingir um ideal de fala. É estranho acreditar que a partir de uma atividade mais intensa no cérebro, se possa afirmar que é "pressa" no pensamento. Creio que exista muita diferença entre uma coisa e outra. Se fosse assim, a cura da gagueira seria extremamente simples. Na minha infância, quantas vezes a minha mãe não pediu para eu me acalmar antes de falar? Ah, se eu tivesse antendido o pedido dela...
09 setembro 2006
Carta de Sensibilização Sobre o DIAG - 2006
Dia Internacional de Atenção à Gagueira/2006.
"Gagueira não tem Graça. Tem tratamento."
O dia 22 de outubro é o "Dia Internacional de Atenção à Gagueira". Em 2005, pela primeira vez, houve uma Campanha Nacional no Brasil e o tema foi "Tratamentos para a Gagueira". Neste ano de
Muito se fala sobre as causas da gagueira. Você sabe dizer se a gagueira é causada:
- Por um susto?
- Pelo nervosismo?
- Por imitação?
- Pela ansiedade?
- Por um trauma ou problemas psicológicos?
- Pelo excesso de cobrança e repreensão dos pais?
- Pela hereditariedade?
- Por um mal funcionamento do cérebro?
Apesar de haver várias teorias diferentes sobre as causas sobre a gagueira, todas concordam em um ponto: a gagueira é involuntária. Isto quer dizer que a pessoa que gagueja não consegue evitar a ocorrência da gagueira e, por mais que se esforce, não consegue ter controle absoluto sobre sua fala. Por isso, para superar a gagueira, não basta ter força de vontade, ficar calmo, respirar ou pensar antes de falar. É necessário um tratamento personalizado com fonoaudiólogos especializados em gagueira.
Na semana de
CEFAC - Educação e Saúde: www.cefac.br
ABRA GAGUEIRA - Associação Brasileira de Gagueira: www.abragagueira.org.br
HSPE - Hospital do Servidor Público Estadual: www.iamspe.sp.gov.br
IBF - Instituto Brasileiro de Fluência: www.gagueira.org.br
A Comissão Organizadora
Ignês Maia Ribeiro
Eliana Maria Nigro Rocha
Sandra Merlo
Daniela Verônica Zackiewicz
Amigos,
O Dia Internacional de Atenção à Gagueira, 22 de Outubro, está se aproximando. Esta é uma ótima oportunidade para que a população conheça mais e melhor sobre esta patologia da linguagem. Não é este o seu desejo? Você não gostaria que a sociedade respeitasse mais as pessoas que gaguejam? Então, esteja você onde estiver, fique certo de que pode fazer algo com esta finalidade. Interesse-se por esta campanha! Mobilize-se! A Comissão Organizadora deste movimento tem dois emails disponíveis para que os interessados possam se unir e juntar forças. São eles: gagueira@uol.com.br e ignes@uol.com.br. Ano passado foi desenvolvido um trabalho muito bonito. Nesse ano poderemos fazer mais! Junte-se a nós! "Quem sabe faz a hora, não espera acontecer!"
06 setembro 2006
Gagueira na TV é coisa séria!
A matéria foi veiculada na Inter TV Cabugi, afiliada à Rede Globo, no Estado do Rio Grande do Norte. Ela está basicamente dividida em duas partes: uma externa e outra nos estúdio da emissora. Na externa, eu falo sobre algumas dificuldades enfrentadas pelas pessoas que gaguejam em seus cotidianos e do meu desafio pessoal diante deste sério distúrbio de linguagem. Já nos estúdios, a Fonoaudióloga Priscilla Silveira esclarece as dúvidas sobre o assunto.
Agora ficou mais fácil de assisti-la. Não precisa baixar nem descompactar o arquivo. A entrevista ficará "para sempre" no You Tube. Mas você também poderá vê-la diretamente aqui no blog.
Espero que gostem!
02 setembro 2006
Mensagem ao Gago - Parte III de III
Muitas terapias antigas fracassaram e se desmancharam no círculo vicioso, porque trataram de prevenir ou evitar a gagueira. Você pode ser mais feliz reduzindo a pena, o ódio e a culpa ao gaguejar, que são as causas mais imediatas do temor.
Sua gagueira não quer dizer que você é menos adaptado que a pessoa que está ao seu lado, também não quer dizer que você seja biologicamente inferior ou mais neurótico que ela. Usando modernos métodos de investigação no campo da personalidade e avaliando sistemática e objetivamente pessoas, demonstrou-se que não existe um padrão de personalidade típico dos gagos e não se encontraram diferenças consideráveis entre os gagos e os que não o são. Talvez esse conhecimento o ajude a se aceitar cais como gago e a estar mais aberto para a gagueira.
As pessoas dispostas a começar na direção correta podem progredir muito por si mesmas. Qualquer coisa que você faça deve ser feita para proveito próprio, utilizando para isso essas idéias e princípios. O tratamento clínico, na maioria dos casos, permitirá fazer um progresso mais sistemático. Isto é particularmente acertado para casos em que, além da gagueira, existam problemas emocionais e de personalidade.
Tratei de assinalar algumas idéias básicas que são válidas e mais manipuláveis que a maioria das coisas que se têm dito, em outras oportunidades, à maioria dos gagos.
Você deve trabalhar da seguinte maneira: da próxima vez que for a um empório ou responder ao telefone, lembre que pode seguir em frente e falar encarando seu temor. Veja se pode aceitar sua gagueira e seu ouvinte pode fazer o mesmo. Em todas as outras situações, veja se pode começar a aceitar abertamente seu papel como sendo alguém que por um tempo gaguejou tendo temor e bloqueios ao falar. Mas mostre a todos que você não tem a intenção de deixa que a gagueira o mantenha apartado da vida. Expresse-se de todas as maneiras possíveis e práticas. Não deixe que a gagueira afete a relação entre você e as outras pessoas; veja se consegue chegar a um ponto em que sejam mínimas as situações evitadas e que possa enfrentar com êxito a maioria delas. Quando gagueja, você será você mesmo. Não perca tempo e não se frustre tratando de falar com perfeita fluência. Se você chegou à vida adulta como gago, as oportunidades são num sentido: você será sempre gago. Porém, não tem que ser como tem sido até agora. Você pode gaguejar facilmente e quase sem obstáculos.
A idade não é um fator importante, mas a maturidade emocional é. Uma de nossas recuperações de maior êxito foi a de um diretor de orquestra aposentado, de 78 anos de idade, que decidiu que antes de morrer deveria superar seu problema e conseguiu.
Em resumo, veja quanto mais de seu bloco de gelo pode vir para a superfície. Quando chegar ao ponto em que não esconda nada de si mesmo, nem para seu ouvinte, terá deixado boa parte de seu problema de lado. Você pode gaguejar à sua maneira, sem tensão, se for suficientemente valente e assumir uma posição aberta ante seu problema.
Joseph Sheehan
Este é Joseph Sheehan. Para saber mais sobre ele, separei para vocês alguns saites em espanhol, que é uma língua muito parecida com a nossa. Você pode visitar o "ttmib" e ler a "Mensaje al tartamudo". Pode também ler "la definición de Joseph Sheehan" para a gagueira. E ver o "iceberg da gagueira" que é mencionado no texto acima.

