16 fevereiro 2006

Grupo de Apoio de Natal

A reunião do Grupo de Apoio de Natal ocorrerá dia 18/02, no Parque das Dunas, às 9h30min, a entrada no parque custa R$1,00.

Estamos na expectativa de contarmos com 08 pessoas. Será a nossa segunda reunião. A primeira foi basicamente para definirmos os detalhes, como dias, horários, locais das reuniões, etc. Essa agora será uma apresentação dos membros. Cada um deverá falar um pouco de si, das adversidades e felicidades que viveu por causa da gagueira. Aos poucos vamos nos unindo.

Como disse o amigo Othon Narbal, devemos deixar que "as coisas corram naturalmente. É preciso que as pessoas tenham laço, antes de pensarmos em algo organizado."

Depois eu conto como foi.

Quem puder comparecer será muito bem-vindo!

Reuniões deste tipo também ocorrem em São Paulo, Salvador, Rio de Janeiro e Manaus. Se mora em uma dessas cidades, articule-se!

14 fevereiro 2006

Novo Vínculo

Amigos,

Temos novidades na seção Vínculos: é a página da "Associación Iberoamericana de la Tartamudez". Nesta página, que ainda tenho muito a desvendá-la, podemos encontrar algumas coisas bem interessantes como os "direitos e responsabilidades dos gagos" (uma das primeiras postagens deste blog); alguns "conselhos úteis para pais, professores e médicos"; dicas de "como ajudar nossos filhos em um desenvolvimento harmonioso com a fala"; para quem for bom em outros idiomas existe uma página com "outras associações" espalhadas por todo o mundo, inclusive a nossa ABRA Gagueira; entre outras coisas, como por exemplo "blogs sobre gagueira". Eu não conhecia outros gagos que também tivessem blogs para falar sobre gagueira. Creio que poderá surgir uma grande troca de experiências.

Espero que descubram e vasculhem bem o sítio desta associação.

Não faça o que eu faço!



A História é fértil em exemplos de gagos famosos, entre os quais o grande orador ateniense Demóstenes. Para corrigir a sua gagueira, o político da Grécia Antiga declamava longos discursos com a boca cheia de pedrinhas.

Nada de colocar pedras na boca. Isto é só um exemplo do quanto a gagueira era desconhecida àquela época. Parece que muito desconhecimento ainda persiste até os dias de hoje.

09 fevereiro 2006

Veja Entrevista

Só agora foi que eu descobri como disponiblizar para vocês a entrevista que dei para a Inter TV Cabugi. A entrevista, que foi gravada dia 14, foi ao ar dia 16/11/2005. Para os que acompanham este blog desde aquela época sabem o quanto esta entrevista foi importante para mim. Tão marcante ela foi que eu não consegui assisti-la direito, pois as lágrimas embaçaram a minha vista. Só depois, quando recebi o DVD com a matéria gravada foi que pude observar melhor os detalhes.

Quem desejar ler o que eu falei sobre esta entrevista pode clicar aqui.

Para quem deseja assistir à matéria deve seguir as seguinte orientações:
1º) Clicar aqui;
2º) Na página que aparecerá, no lado direito, no canto inferior, clique em Free; e
3º) Uma outra página será exibida. Nesta nova página aguarde a contagem regressiva de alguns segundos. Logo após essa contagem, três letras serão disponibilizadas para se preencher um campo e em seguida poder baixar o arquivo.

Vale lembrar que o vídeo estará disponível durante 30 dias, desde que não seja baixado. Cada vez que ele é baixado, os 30 dias são renovados.

Espero que os que desejarem baixar o vídeo obtenham sucesso e que gostem da matéria. Como disse na postagem do dia 21/11/2005, foi algo que fiz pensando em todos os meus amigos e colegas que enfrentam diversos obstáculos por causa da gagueira.

05 fevereiro 2006

Choro

Em relação à figura "sob", da postagem anterior, lembro-me que vivi situação selmelhante à daquela criança. Foi um dos momentos mais marcantes negativamente, para mim, com relação à gagueira.
Eu estava com aproximadamente 16, 17 anos, na Escola Técnica Federal do Rio Grande do Norte. O professor pediu para que cada um lesse uma parte do texto, que vinha passando de pessoa por pessoa. Antes de chegar a minha vez, meus batimentos cardíacos estavam a mil por hora, minhas mãos suando, minha auto-estima e auto-confiança lá em baixo, por enquanto que a minha auto-imagem de mal falante lá em cima. Poderia muito bem ter me ausentado da sala, ter inventado uma dor de barriga para ir ao banheiro, mas nunca fui muito de correr dos desafios da fala. Quando fui solicitado a ler, iniciei a leitura. Até que "de repente" (talvez eu tenha previsto), eu enganchei numa palavra. Quanto mais força eu fazia, mais impossível ficava de fluir. Aos poucos os colegas foram começando a rir daquela minha situação. Até o professor riu do acontecido. Na hora o pensamento que me veio foi o seguinte: "como é que pode? Até o professor, que era para ser compreensível, educador, está rindo de mim!" Não suportei aquilo tudo e sai da sala chorando. Fui para trás do prédio e fiquei por lá, entristecido. O fato foi suficiente para parar a aula. Muitos colegas foram ao meu encontro e tentaram me animar. Depois disso tudo, decidi procurar uma fonoaudióloga.

Esta situação foi muito crítica para mim. O riso das pessoas estava me incomodando ao extremo.

Há poucos instantes, pesquisando na internet, "descobri" (muitos já sabem) que os gagos divertem os outros há muito tempo. Vejam só isso: "Na época do Império Romano, os gagos eram exibidos em jaulas e, por uma moeda, forçados a falar para diversão dos espectadores. Hoje, muito mais civilizados, rimos deles nas histórias em quadrinhos, no cinema, no rádio e na TV". Com essa observação, o médico norte-americano Charles Van Riper já identificava no início da década de 70, o que ainda hoje, em pleno século XXI, representa um grande obstáculo nos tratamentos da gagueira: o desrespeito com quem tem o problema.

03 fevereiro 2006

Sob

Desenho feito por uma criança que preferiu o anonimato. O título é Sob, que siginifca "choro", "soluço". A ocasião do desenho foi a representação do que ela sentia com relação à sua gagueira. Cada um pode fazer a leitura da melhor maneira que lhe convir.

O que ela estava pensando ao retratar a gagueira esta forma? O que ela quis dizer com isso? Alguma relação com o que você já passou?

Com certeza, quem rir da gagueira não tem a menor noção dos sentimentos que esta criança estava sentindo.

Para ver o desenho na página original acesse: http://www.mnsu.edu/comdis/ISAD3/papers/gallery/album32.html

Para ver outros desenhos da Galeria de Artes: http://www.mnsu.edu/comdis/ISAD3/papers/gallery/albumindex.html