15 maio 2006

Força Interior

" O Senhor é o meu pastor e nada me faltará. Deita-me em verdes pastos e guia-me mansamente em águas tranqüilas. Refrigera a minha alma, guia-me pelas veredas da justiça, por amor do seu nome. Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque Tu estás comigo, a Tua vara e o Teu cajado me consolam. Prepara-me uma mesa perante os meus inimigos, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda. Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida e habitarei na casa do SENHOR por longos dias."

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Somos criaturas, o que quer significar que temos de cumprir todas as etapas determinadas, para podermos alcançar, em plenitude, todos os objetivos existenciais. E os pontos ressaltados fazem parte da programação obrigatória. Sendo assim, o quanto antes admitirmos a necessidade de nos integrarmos em algum núcleo de assistência fraterna, mais cedo estaremos dando curso ao nosso destino superior.

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O primeiro texto não preciso comentar nada sobre ele. Para quem não o conhece, é o Salmo 23. O segundo, encontrei-o ao acaso na internet, faz parte do capítulo Soldado do Cristo, do livro "Gotículas de Amor", de autoria de Wladimir Olivier. Neste trecho é possível percebermos que para alcançarmos a vida em sua plenitude é necessário vencermos as "etapas determinadas". Cada indivíduo tem as suas etapas e deve cumpri-las. Na última oração deste trecho, ele refere-se a "núcleo de assistência fraterna". Eu fiz uma ligação com os Grupos de Auto-Ajuda que participo com mais algumas pessoas. Com este grupo, estou certo de que estou dando curso ao meu destino superior. A interpretação que dei para "destino superior" é de algo que me faz bem, realimenta o espírito e revigora a alma. O Brasil ainda precisa de mais grupos de auto-ajuda, mais pessoas precisam de grupos de auto-ajuda.

12 maio 2006

Gagueira na Criança

Para compensar o tempo que fiquei ausente, "lá vai" duas postagens encarrilhadas...






Recentemente, uma mãe, procurando ajuda para seu filho, de apenas 3 anos, entrou no Grupo de Discussão "Discutindo Gagueira" (endereço na coluna vínculos). O desejo dela era obter conhecimentos sobre quais métodos utilizar com "uma criança tão pequena". Com a intenção de lhe auxiliar, aqui vão algumas dicas de como ajudar crianças que estão apresentando gagueira. 

A gagueira significa muitas coisas:
Insuficiência lingüística (criança com mais de 4 anos);
Ansiedade na comunicação;
Falta de organização motora da fala.

O que é importante é não fixar a gagueira:


- evitar observações que dêem ênfase ao gaguejar (fale direito! respire! fiquei calmo! coisas deste tipo só atrapalham, não ajudam em nada);
- atitude de espanto do interlocutor (fixando: têm uma coisa errada aqui!).
O que ajuda:

- dar o exemplo de falar com tranqüilidade, pai ou mãe ou professor falando devagar;
- contar histórias para a criança, desenvolvendo vocabulário e o modelo de fala (repetir a mesma história muitas vezes, a criança mesmo vai pedir a mesma história, repetindo e fixando palavras, expressões, idéias, pensamentos, etc.);
- pedir a criança que conte as histórias que ouviu, relate casos ou acontecimentos; e
- elogiar a criança quando se expressa bem, reforçando a fluência.

Em caso de persistência e de impaciência do adulto, procure um fonoaudiólogo capacitado para tratamento de gagueira . Nem todos os fonoaudiólogos tem esta capacidade.

Material retirado do seguinte endereço: http://usuarios.uninet.com.br/~hmiguens/gagueira.htm

Grupo de Auto-Ajuda de Natal - Quinto Encontro

Percebendo que reuniões mensais são muito distantes, o que poderia levar a uma diminuição da produtividade das discussões, o grupo achou melhor que a freqüência das reuniões passasse para quinzenalmente.



O próximo encontro ocorrerá amanhã, sábado (13/05/06), em um xópim da cidade. Os membros do grupo tem como missão levar, cada um, o seu "iceberg da gagueira". A analogia existente entre a gagueira e o iceberg faz parte do auto-conhecimento da gagueira, e parte do pressuposto de que a disfunção da fala é apenas a ponta da enorme massa de gelo, que são os sentimentos, emoções, comportamentos, truques da fala, que fica submersa e que não é percebida pelo mundo exterior.

Um iceberg, quanto maior o volume abaixo da linha d'água, maior será, também, a parte externa. Dá pra se chegar a uma dedução desta analogia!

A firgura foi retirada desta página (em inglês).

02 maio 2006

Filho com Gagueira?!?!

Há muito tempo tive o seguinte pensamento:

"Quando eu tiver um(a) filho(a) será que ele(ela) irá gaguejar?"

Naquela época, isso muito me preocupou. Imaginar os possíveis obstáculos e dificuldades que um filho enfrentará, devido a uma característica que é bastante estigmatizada pela sociedade, é algo não muito prazeroso de se conviver. Pior ainda é saber que aquele novo ser é assim por questão hereditária. E a "origem" seria eu...

Hoje em dia, já não penso mais assim. Pensei isso por algumas razões, que hoje consigo enxergá-las. Primeiro que eu era muito ingênuo, imaturo e despreparado. Segundo porque a gagueira me dominava. Ela era maior, mais forte, mais tudo do que eu. Se eu a via dessa forma, nada mais natural do que eu refletir meus sentimentos e sensações em um futuro filho.

Hoje em dia, sabendo que realmente a gagueira pode ser "transmitida" hereditariamente, tenho a certeza de que diante da concretização desta possiblidade, de um possível filho gago, a minha postura (bem como a da mãe) propiciará que "facilmente" aquela pessoinha se liberte da gagueira. Recentemente, li uma frase de Wendell Jonhson onde ele dizia que "a gagueira não está na boca da criança, mas no ouvido dos pais". É uma frase repleta de sensibilidade e que reflete a pura verdade. Uma criança criada com carinho, com atenção especial para o possível aparecimento deste fenômeno, diminui em muito as possiblidades do surgimento da gagueira sofrimento.


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Nesta ocasião, trago um vídeo, em inglês, com crianças e adolescentes que gaguejam. Eles falam sobre o que é gagueira, sentimentos por gaguejar, contam ocasiões que gaguejaram, o que fizeram quando foram motivos de risos, entre outras coisas.

Na página que abrirá você deve escolher em qual programa deseja que o vídeo seja mostrado. Ou Quick time, ou Real Media Player, ou Windows Media Player. Além de escolher entre internet banda larga (broadband) ou discada (dial-up). Clique aqui e escolha a sua opção para assistir ao vídeo.

27 abril 2006

Grupo de Auto-Ajuda de Natal - Quarto Encontro

O quarto encontro ocorrerá no próximo sábado, dia 29/04. Muito possivelmente será realizado novamente e provisioriamente (o provisório que vai tornando-se permantente) no Parque das Dunas, Natal-RN, às 9h da matina. Ponto de encontro é no portão principal do parque e a entrada custa R$1,00. A pedido de membros do grupo, a reunião é restrita a pessoas que gaguejam.

Nesta oportunidade, discutiremos o texto "Ressignificar a Imagem de Falante", da Fonoaudióloga Silvia Friedman, que está no saite Gagueira - Novos Paradigmas. É importante, principalmente para aqueles que comparecerão à reunião, a leitura do mesmo. Se for possível imprimi-lo e levá-lo, será um facilitador na hora da discussão.

Aqui um breve trecho do texto:

As reações de não aceitação do padrão disfluente de fala tem
efeito no funcionamento discursivo, porque desviam a atenção do falante do sentido para a forma do dizer e porque o levam a querer controlar a forma espontânea de falar para ser aceito socialmente. A tentativa de controlar o espontâneo leva o falante a prever os lugares em que a gagueira ocorrerá. Antecipar os lugares de ocorrência da gagueira na fala que ainda não foi falada, dá ao falante a ilusão de poder controlar a fluência e, desse modo, ele se permite continuar falando. Com isso, freqüentemente cria truques para “driblar” a gagueira que havia previsto, como trocar palavras; inspirar brevemente antes de uma palavra temida, etc. Essa forma de funcionamento gera rupturas bizarras na fluência, gestos de fala tensos e tensões no corpo. Isso aumenta ou mantém as reações de não aceitação, bem como as tentativas de controlar o espontâneo, aprisionando o falante a essa forma de funcionamento.

Sobre o provisório que vai tornando-se permanente, quero esclarecer que estou fazendo algo para realmente ser provisório. Mês passado enviei, com o auxílio e a pedido da Fonoaudióloga Priscilla Silveira, um ofício, para uma universidade local, solicitando a cessão de um espaço (uma sala de aula) para que possamos realizar nossos encontros com mais conforto e infra-estrutura. Até o presente momento não tenho respostas. Quem sabe pro mês que vem?!?!

Quero também salientar que achei interessante modificar o tipo do grupo. Passando-o de Grupo de Apoio para Grupo de Auto-Ajuda. Dessa forma, coloca-se o indivíduo frente ao seu próprio senso de responsabilidade, de forma tal que lhe permita encarar os fatos e utilizar o seu poder de escolha. Vou levar esta idéia para o pessoal. Estou também à procura de um nome para este grupo. Se alguém tiver alguma sugestão...

25 abril 2006

Indicações da Stuttering Foundation

Por acaso encontrei uma indicação de algumas fonoaudiólogas brasileiras.

Apesar de serem somente cinco profissionais, em quatro cidades brasileiras, espero que possa ajudar alguém.

Aproveito a oportunidade para divulgar mais um endereço na coluna "Vínculos". É a Stuttering Foundation. Uma organização sem fins lucrativos que ajuda pessoas que gaguejam, desde 1947. Têm muitas coisas interessantes. Dentre estas, vejam uma lista de pessoas que tornaram-se famosas mesmo tendo enfrentado dificuldades com a fala.

Nesta lista, alguns dos mais famosos são: Tiger Woods (melhor jogador de golfe do mundo), Bruce Wills (ator), Julia Roberts (atriz), Winston Churchill (estadista e orador), Anthony Quinn (ator), entre outros. Serve como incentivo.

Não deixe que a gagueira segure você.