19 maio 2006

Flamenguista é gago!


Conversava com uma colega, que também é uma PQG (pessoa que gagueja), pelo MSN, e observei que no lugar da sua foto estava o brasão do Flamengo. Achei legal a coincidência, pois também torço por este time, e perguntei a ela:

- Será que existe alguma relação em ser flamenguista e ser gago?
Ela respondeu:
- É bem capaz!

Claro que ela entendeu que minha pergunta era uma brincadeira e respondeu dando continuidade à descontração.

Isso realmente foi uma brincadeira. É um absurdo imaginarmos que possa haver ligação entre coisas tão distintas. Porém, certa vez, no Grupo Gagueira (endereço ao lado), uma colega perguntou se poderia haver alguma relação no fato dela ser gaga e ser canhota...

O pior é que se ela acredita que há ligação, haverá!

Existem pessoas que mudam de nome por não o conseguirem falar. Só que quando estão com nome novo, conseguem falar o antigo e não mais o novo.

17 maio 2006

A Árvore dos Desejos

No encontro de sábado passado, do Grupo de Auto-Ajuda, mostrei para uma colega e pedi para ela ler o texto abaixo e fazer uma relação com a gagueira dela.


O texto é:

O homem estava cansado, e pegou no sono sob a árvore-dos-desejos. Quando despertou, estava com muita fome, então disse:

"Estou com tanta fome, desejaria poder conseguir alguma comida de algum lugar".

E imediatamente apareceu comida vinda do nada, simplesmente uma deliciosa comida flutuando no ar. Ele estava tão faminto que não prestou atenção de onde a comida viera quando se está com fome, não se é filósofo.

Começou a comer imediatamente, a comida era tão deliciosa...

Depois, a fome tendo desaparecido, olhou à sua volta. Agora estava satisfeito. Outro pensamento surgiu em sua mente:

"Se ao menos pudesse conseguir algo para beber..."

E como não há proibições no paraíso, imediatamente apareceu um excelente vinho.

Bebendo o vinho relaxadamente na brisa fresca do paraíso, sob a sombra da árvore, comecou a pensar:

"O que está acontecendo? O que está havendo? Estou sonhando ou existem espíritos ao redor que estão fazendo truques comigo?"...

E espíritos apareceram.

E eram ferozes, horríveis, nauseantes.

Ele começou a tremer e um pensamento surgiu em sua mente:

"Agora vou ser assassinado, com certeza...!!"

E ELE FOI ASSASSINADO.

* * *

Faça você a sua relação. Existe alguma ligação entre o que ocorre com você e com o que ocorreu com o homem no paraíso? Semana que vem falarei mais sobre este texto.

15 maio 2006

Força Interior

" O Senhor é o meu pastor e nada me faltará. Deita-me em verdes pastos e guia-me mansamente em águas tranqüilas. Refrigera a minha alma, guia-me pelas veredas da justiça, por amor do seu nome. Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque Tu estás comigo, a Tua vara e o Teu cajado me consolam. Prepara-me uma mesa perante os meus inimigos, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda. Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida e habitarei na casa do SENHOR por longos dias."

* * *

Somos criaturas, o que quer significar que temos de cumprir todas as etapas determinadas, para podermos alcançar, em plenitude, todos os objetivos existenciais. E os pontos ressaltados fazem parte da programação obrigatória. Sendo assim, o quanto antes admitirmos a necessidade de nos integrarmos em algum núcleo de assistência fraterna, mais cedo estaremos dando curso ao nosso destino superior.

* * *
O primeiro texto não preciso comentar nada sobre ele. Para quem não o conhece, é o Salmo 23. O segundo, encontrei-o ao acaso na internet, faz parte do capítulo Soldado do Cristo, do livro "Gotículas de Amor", de autoria de Wladimir Olivier. Neste trecho é possível percebermos que para alcançarmos a vida em sua plenitude é necessário vencermos as "etapas determinadas". Cada indivíduo tem as suas etapas e deve cumpri-las. Na última oração deste trecho, ele refere-se a "núcleo de assistência fraterna". Eu fiz uma ligação com os Grupos de Auto-Ajuda que participo com mais algumas pessoas. Com este grupo, estou certo de que estou dando curso ao meu destino superior. A interpretação que dei para "destino superior" é de algo que me faz bem, realimenta o espírito e revigora a alma. O Brasil ainda precisa de mais grupos de auto-ajuda, mais pessoas precisam de grupos de auto-ajuda.

12 maio 2006

Gagueira na Criança

Para compensar o tempo que fiquei ausente, "lá vai" duas postagens encarrilhadas...






Recentemente, uma mãe, procurando ajuda para seu filho, de apenas 3 anos, entrou no Grupo de Discussão "Discutindo Gagueira" (endereço na coluna vínculos). O desejo dela era obter conhecimentos sobre quais métodos utilizar com "uma criança tão pequena". Com a intenção de lhe auxiliar, aqui vão algumas dicas de como ajudar crianças que estão apresentando gagueira. 

A gagueira significa muitas coisas:
Insuficiência lingüística (criança com mais de 4 anos);
Ansiedade na comunicação;
Falta de organização motora da fala.

O que é importante é não fixar a gagueira:


- evitar observações que dêem ênfase ao gaguejar (fale direito! respire! fiquei calmo! coisas deste tipo só atrapalham, não ajudam em nada);
- atitude de espanto do interlocutor (fixando: têm uma coisa errada aqui!).
O que ajuda:

- dar o exemplo de falar com tranqüilidade, pai ou mãe ou professor falando devagar;
- contar histórias para a criança, desenvolvendo vocabulário e o modelo de fala (repetir a mesma história muitas vezes, a criança mesmo vai pedir a mesma história, repetindo e fixando palavras, expressões, idéias, pensamentos, etc.);
- pedir a criança que conte as histórias que ouviu, relate casos ou acontecimentos; e
- elogiar a criança quando se expressa bem, reforçando a fluência.

Em caso de persistência e de impaciência do adulto, procure um fonoaudiólogo capacitado para tratamento de gagueira . Nem todos os fonoaudiólogos tem esta capacidade.

Material retirado do seguinte endereço: http://usuarios.uninet.com.br/~hmiguens/gagueira.htm

Grupo de Auto-Ajuda de Natal - Quinto Encontro

Percebendo que reuniões mensais são muito distantes, o que poderia levar a uma diminuição da produtividade das discussões, o grupo achou melhor que a freqüência das reuniões passasse para quinzenalmente.



O próximo encontro ocorrerá amanhã, sábado (13/05/06), em um xópim da cidade. Os membros do grupo tem como missão levar, cada um, o seu "iceberg da gagueira". A analogia existente entre a gagueira e o iceberg faz parte do auto-conhecimento da gagueira, e parte do pressuposto de que a disfunção da fala é apenas a ponta da enorme massa de gelo, que são os sentimentos, emoções, comportamentos, truques da fala, que fica submersa e que não é percebida pelo mundo exterior.

Um iceberg, quanto maior o volume abaixo da linha d'água, maior será, também, a parte externa. Dá pra se chegar a uma dedução desta analogia!

A firgura foi retirada desta página (em inglês).

02 maio 2006

Filho com Gagueira?!?!

Há muito tempo tive o seguinte pensamento:

"Quando eu tiver um(a) filho(a) será que ele(ela) irá gaguejar?"

Naquela época, isso muito me preocupou. Imaginar os possíveis obstáculos e dificuldades que um filho enfrentará, devido a uma característica que é bastante estigmatizada pela sociedade, é algo não muito prazeroso de se conviver. Pior ainda é saber que aquele novo ser é assim por questão hereditária. E a "origem" seria eu...

Hoje em dia, já não penso mais assim. Pensei isso por algumas razões, que hoje consigo enxergá-las. Primeiro que eu era muito ingênuo, imaturo e despreparado. Segundo porque a gagueira me dominava. Ela era maior, mais forte, mais tudo do que eu. Se eu a via dessa forma, nada mais natural do que eu refletir meus sentimentos e sensações em um futuro filho.

Hoje em dia, sabendo que realmente a gagueira pode ser "transmitida" hereditariamente, tenho a certeza de que diante da concretização desta possiblidade, de um possível filho gago, a minha postura (bem como a da mãe) propiciará que "facilmente" aquela pessoinha se liberte da gagueira. Recentemente, li uma frase de Wendell Jonhson onde ele dizia que "a gagueira não está na boca da criança, mas no ouvido dos pais". É uma frase repleta de sensibilidade e que reflete a pura verdade. Uma criança criada com carinho, com atenção especial para o possível aparecimento deste fenômeno, diminui em muito as possiblidades do surgimento da gagueira sofrimento.


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Nesta ocasião, trago um vídeo, em inglês, com crianças e adolescentes que gaguejam. Eles falam sobre o que é gagueira, sentimentos por gaguejar, contam ocasiões que gaguejaram, o que fizeram quando foram motivos de risos, entre outras coisas.

Na página que abrirá você deve escolher em qual programa deseja que o vídeo seja mostrado. Ou Quick time, ou Real Media Player, ou Windows Media Player. Além de escolher entre internet banda larga (broadband) ou discada (dial-up). Clique aqui e escolha a sua opção para assistir ao vídeo.