Gagueira sob uma perspectiva que articula linguagem, subjetividade e sociedade.
25 setembro 2006
Vídeos Disfluentes
Amigos, temos mais um espaço dedicado à gagueira. É o Vídeos Disfluentes. Disponibilizarei vídeos, imagens, entre outros tipos de comunicação gráfica encontrados no You Tube, Google Vídeos ou outros sítios, que tratem da gagueira. Para isto, espero contar com a participação de todos vocês. Avisem-me (wladimirdamasceno@gmail.com) quando encontrarem algo referente à nossa área e que seja interessante de ser postado. Já postei quatro vídeos. Dêem uma olhadinha lá também.
21 setembro 2006
Vida Longa ao Instituto Brasileiro de Fluência

É com enorme alegria que vejo nascer um bebê de seis quilos e quatrocentos gramas (!!). É novinho mas já nasceu grande, é o Instituto Brasileiro de Fluência. A concepção foi muito bem produzida, o parto se deu sem maiores problemas, a escolha do nome e dos seus ideais foi de muito boa qualidade. Parabéns às mães e ao pai: Ignês, Sandra e Roberto. Vocês superaram todas as expectativas que tínhamos a respeito deste novo ser. O próximo passo de todos agora é "fazer algo para melhorar" e caminharmos juntos "pela superação da gagueira". Aos que ainda não viram a criança, não deixem de visitá-la e fazer-lhe um carinho.
19 setembro 2006
Ih! Nosso filho está gaguejando
A postagem de hoje é voltada para uma colega da Faculdade de Turismo (minha primeira formação). Encontramo-nos em um shopping da cidade e tivemos uma conversa bem interessante sobre seu filho que está apresentando gagueira há aproximadamente um ano e está há três meses com uma fonoaudióloga. Por esta razão disponibilizo um trecho de um texto de Sílvia Friedman.
Para ler o texto na íntegra, beba a água na fonte. Indico também, para pais que procuram orientações sobre como reagir diante de um filho com gagueira, o texto "Gagueira infantil: Como e Quando Ajudar", de Daniela Verônica, Presidente da ABRA GAGUEIRA. (Boa sorte, Fê e Leo!)
Ih! Nosso filho está gaguejando
Quantas vezes esta frase é repetida na vida de muitas famílias desde tempos muito antigos. Mas, afinal, o que significa estar gaguejando? Porque as crianças gaguejam, às vezes, já com dois anos de idade? Este é o objetivo deste artigo, ou seja, esclarecer aos pais o que é gaguejar. É perigoso? É contagioso? É hereditário? O que fazer diante da gagueira? Foi depois que ele levou um susto, explicam alguns pais.Dá um susto nele que isso passa, aconselham outros. Qual a verdade contida nisso tudo? Para entender o comportamento de gaguejar precisamos falar um pouquinho de EMOÇÃO.
Vocês já repararam que quando mostramos nossas emoções, nossos músculos se mexem. Os músculos do rosto se colocam numa posição quando sentimos alegria, noutra quando sentimos tristeza, e noutra ainda para braveza e assim por diante. Além disso, quando sentimos emoções, a respiração também muda, fica lenta, rápida, apertada, conforme a emoção. Muda também a batida cardíaca, suamos, trememos, enfim, várias mudanças no corpo acompanham as emoções. Vamos agora analisar um pouquinho a fala. Para falar, é preciso usar o ar dos nossos pulmões, pondo-o para fora. Fale um pouco e sinta se é verdade. Para falar é preciso também mexer vários músculos: os dos lábios, língua, céu da boca e pescoço. Agora a conclusão fica fácil. Se as emoções influem no movimento dos nossos músculos, na nossa forma de respirar e se a fala depende de movimentos de músculos e da respiração, é claro que conforme a emoção que sentimos, nossa fala pode se alterar.
Para ler o texto na íntegra, beba a água na fonte. Indico também, para pais que procuram orientações sobre como reagir diante de um filho com gagueira, o texto "Gagueira infantil: Como e Quando Ajudar", de Daniela Verônica, Presidente da ABRA GAGUEIRA. (Boa sorte, Fê e Leo!)
16 setembro 2006
Gagueira no Vídeo Show
No dia 16 de março de 2006, foi ao ar no Programa Vídeo Show, da TV Globo, uma matéria sobre gagueira. O programa aproveitou a oportunidade na qual o ator Marcelo Médici fazia o papel de Fladson, um personagem com gagueira, na Novela Belíssima, e convidou as Fonoaudiólogas Sandra Merlo e Ignês Maia para abordarem o assunto. Infelizmente, o vídeo termina no momento em que o ator vai entrevistar o colega Roberto Tadeu. Não sei o motivo deste corte. Consegui o vídeo na página do CEFAC.
Aproveitem!
Aproveitem!
12 setembro 2006
Extra! Extra!
"A procura de um especialista é uma questão de qualidade de vida. Durante a terapia, há exercícios específicos para o desenvolvimento de uma fala mais natural, além do trabalho sobre a auto-estima do paciente e sua inserção social. "O gago tem vergonha de falar, de ir a uma loja, por exemplo, e fazer um pedido. A gagueira passa a ser a prioridade e acaba impedindo muitos contatos. Na terapia, nós frisamos que isso não pode acontecer", relata Leila Nagib."
Fonte: Olhar Virtual
"A droga pagoclone foi inicialmente testada como um tratamento para disfunções de pânico e ansiedade. Os resultados eram diferenciados, e a Pfizer, que tem os direitos sobre a droga, enviou o medicamento de volta para os laboratórios da Indevus. Mas naqueles testes, algumas pessoas que gaguejavam diziam que sua capacidade de locução havia melhorado. Então a Indevus conseguiu uma patente que colocava a droga na ordem de tratamento de gagueira e começou a testá-la clinicamente, onde 88 pacientes ingeriram a substância e outros 22 um placebo."
Fonte: Último Segundo
Fonte: Olhar Virtual
"A droga pagoclone foi inicialmente testada como um tratamento para disfunções de pânico e ansiedade. Os resultados eram diferenciados, e a Pfizer, que tem os direitos sobre a droga, enviou o medicamento de volta para os laboratórios da Indevus. Mas naqueles testes, algumas pessoas que gaguejavam diziam que sua capacidade de locução havia melhorado. Então a Indevus conseguiu uma patente que colocava a droga na ordem de tratamento de gagueira e começou a testá-la clinicamente, onde 88 pacientes ingeriram a substância e outros 22 um placebo."
Fonte: Último Segundo
"Galos pretos poderão ser alugados nesta quinta-feira na Festa de São Bartolomeu do Mar, em Esposende, distrito de Braga, na região norte de Portugal, para que os peregrinos possam cumprir uma tradição que prevê a cura de crianças de doenças como gagueira, problemas renais, epilepsia e medo."
Fonte: Lusa Agência de Notícia
Que Novidade!!!
Durante anos a gagueira foi atribuída à timidez e a possíveis problemas psíquicos. Essa interpretação perdeu hoje grande parte de seu apelo: se é verdade que os gagos têm dificuldades de se relacionar com os outros, isso pode bem ser a conseqüencia e não a causa do problema.
Também nessa área, o desenvolvimento da neuroimagem forneceu a explicação anatômica para uma "doença da linguagem" bastante comum. Dois pesquisadores da Universidade de Toronto, Luc de Nill e Robert M. Kroll, demonstraram, graças à PET (Tomografia por Emissão de Pósitrons), que, quando se solicita a uma pessoa gaga e a uma não gaga que leiam silenciosamente um texto, as mesmas áreas do cérebro são ativadas, mas na que sofre de gagueira a atividade é muito mais intensa. Se a leitura é feita em voz alta, além das áreas mais especificamente linguística necessárias à leitura silenciosa, é ativado também o córtex motor primário: também nesse caso há um excesso de atividade nos gagos.
"A explicação é simples", afirma o neurocientista Eric Kandel, professor na Universidade de Colúmbia, em Nova Iorque: "Quando uma pessoa gaga começa a pensar e proncunciar uma palavra, seu cérebro opera de modo incongruente e excessivamente veloz, a tal ponto que não é possível a boa coordenação entre pensamento e movimento". Para demonstrar essa tese, Kandel verificou os efeitos da reabilitação no cérebro das pessoas que sofriam de gagueira. Após o treinamento adequado de recuperação, a PET assinalou a diminuição da atividade das áreas motoras, o que facilitou a transformação do pensamento em palavra."
Fonte: Revista Viver Mente & Cérebro. Agosto, 2005.
A reportagem acima, na minha opinião, reforça um antigo mito em torno da gagueira: a pessoa gagueja porque pensa muito rápido. É este o senso comum da população leiga. O incrível é que está cientificamente (com)provado (???)! Duvido em muitos aspectos do estudo realizado na Universidade de Toronto. Talvez o indivíduo que gagueja processe mais informações, pois para ele ler não é somente ler. Ler envolve ser aceito pelos outros, por si, atingir um ideal de fala. É estranho acreditar que a partir de uma atividade mais intensa no cérebro, se possa afirmar que é "pressa" no pensamento. Creio que exista muita diferença entre uma coisa e outra. Se fosse assim, a cura da gagueira seria extremamente simples. Na minha infância, quantas vezes a minha mãe não pediu para eu me acalmar antes de falar? Ah, se eu tivesse antendido o pedido dela...
Assinar:
Postagens (Atom)
