14 janeiro 2007

10.000 Visitas!

Amigos,

Esta semana receberemos a visita de número 10.000! Sinceramente, assim que este espaço foi criado, nunca imaginei que pudesse tomar tamanha proporção. Não posso negar a minha enorme felicidade diante deste cenário, principalmente por está trocando experiências, conhecendo novas pessoas; por tentar ajudar outros que deixam comentários, bem como aqueles que não os deixam; por tá sabendo que pessoas de países tão distantes estão marcando presença neste blog, como por exemplo: Portugal, Espanha, Estados Unidos, Japão, Dinamarca, Peru, Chile e, até mesmo(!!!), do Quênia; por tá sendo indicado por diversos outros saites (o que demonstra o apoio incondicional que estou recebendo). Enfim, tudo isso me deixa muito feliz.

Se for você o visitante de número 10.000, deixe um pequeno comentário com esse registro!

Como disse, eu não tinha esta intenção, mas gostei deste retorno. Logo, pretendo chegar a 20.000, 30.000...100.000, 200.000, 300.000...1.000.000...Quem sabe...?

Fico 10.000 vezes muito agradecido a todos vocês!!!

12 janeiro 2007

CBOX

Amigos,

Quem desejar deixar um comentário para este blog, poderá fazê-lo também através da CBOX, do lado direito, abaixo do meu perfil. O único problema é que ela tem limite de caracteres. Caso o comentário seja maior do que o limitado, a melhor alternativa é em "comentários", como todos conhecem.

Espero que com esta ferramente possamos trocar mais idéias. Sugestões, críticas, elogios, todo tipo de mensagem será bem-vinda.

08 janeiro 2007

Enquete 002: Silêncio Sobre o Assunto

Recentemente, o grupo para pessoas que gaguejam de Natal teve como participante um amigo do Rio de Janeiro, que veio rever parentes em terras natalenses. Ao conversarmos, ele tocou na questão do silêncio que existe em relação à gagueira, em boa parte das famílias que tem membros com tal patologia. Esta situação é vivenciada por ele, o qual relatou sentir-se um pouco incomodado com esta realidade.


Eu também já tive este sentimento. Na minha adolescência, eu sentia-me meio deslocado, incomodado, isolado... Mesmo tendo pais sempre interessados em procurar ajuda profissional (fonoaudiólogas e psicólogos), o silêncio dentro de casa reinava. Meus pais nunca foram muito de conversar sobre a situação emocional, pessoal, social de seus filhos. Quanto à gagueira, esta também não ganhou tratamento diferente. O engraçado é que pensamos que a culpa pelo silêncio é da gagueira...



Hoje em dia, eu analiso esta questão sobre uma outra ótica. É perfeitamente compreensível que haja a ausência de interação. Alguns fatores podem explicar isto: primeiro, é um assunto muito desconhecido (tanto dos pais, quantos dos indivíduos que a tem); segundo, muitos indivíduos não conhecem nem querem conhece; terceiro, muitas famílias não conhecem nem querem conhecer; quarto, na maioria das vezes é extremamente delicado (tanto para os pais, quanto para o indivíduo que a tem). Esses fatores, aliados à peculiaridade de cada família (meus pais não costumavam conversar com os filhos, por exemplo) tornam a gagueira mais vítima do que culpada.



Além disso, o que queremos que seja conversado? O que queremos que eles nos digam? Queremos que perguntem como nos sentimos, como eles devem reagir, como podem ajudar, como podem atrapalhar... Se o silêncio incomoda, por que não conversar sobre todas essas coisas com eles? Não podemos ficar esperando as coisas acontecerem. Sair da passividade para a atividade é mais gratificante. Mudar! Deve-se ir atrás do que se deseja, ao invés de esperar do outro alguma coisa.



A propósito...



Conversa-se sobre a Gagueira em sua família?

Sim
Às Vezes
Não











29 dezembro 2006

Para Pais de Crianças com Gagueira

Ontem, eu me acordei com a idéia desta postagem na cabeça. Talvez eu sonhara com isso durante a noite. Não sei! Só sei que ao me acordar minha mente estava inquieta e preocupada com pais de crianças com gagueira.

É bastante comum sabermos das dificuldades que os pais possuem em lidar com os gaguejos das crianças. Creio que muitos de nós quando crianças já vivenciaram essa situação. Os pais, em virtude do desconhecimento não sabem como agir para ajudar seu filho. Ou, muitas vezes, com muito amor e preocupação pela criança acabam fazendo coisas que talvez não ajudem muito. É bem verdade que não deve ser nada fácil assistir à sua criança travar, tensionar e ter dificuldades para falar "mamãe" ou "papai", por exemplo. Os sentimentos que os pais sentem nesta hora são indescritíveis.

O que é importante dos pais saberem é que episódios de gagueira na infância são muito comuns. Trata-se de um aprendizado e de um amadurecimento do aparelho fonoarticulatório. Portanto, pode ser algo passageiro, que dure alguns meses. Mesmo sabendo desse detalhe, os pais não ficarão inertes à dificuldade dos filhos. Portanto, além de ser imprescindível a ida a um fonoaudiólogo, também é extremamente necessário que os adultos não transmitam ansiedade, preocupação
e negatividade para a criança. Os pais devem aceitar a gagueira na criança. Aceitação é muito diferente de acomodação, omissão ou passividade. Aceitação é o primeiro passo para transcender qualquer dificuldade na vida. Deve-se aceitar para que a própria criança sinta-se aceita com aquele padrão de se comunicar, para que ela não se sinta rejeitada. Sintindo-se rejeitada a criança criará toda sorte de "truques" para falar de um modo aceitável pelo outro. O que gerará tensão, o que proporcionará que a gagueira se instale de modo mais perene. A criança deve crescer confiante em si e em seus pais. Deve sentir-se "great", como na figura ao lado.

A figura acima foi retirada do endereço
http://www.stutteringtherapy.org/index.html .
Trata-se da representação do estado emocional
de uma criança após um tratamento adequado.
"I Feel Great!" = "Eu me sinto ótima!"

22 dezembro 2006

Enquete 001: mau falante x ocorrência da gagueira

Amigos,

Temos, a partir desta postagem, mais uma novidade: enquetes!
Assim que sentir a necessidade, colocarei uma enquete para opinarmos sobre qualquer teoria e/ou assunto vigente acerca da gagueira.
Para começarmos, trago-lhes um trecho do livro
"A Construção do Personagem Bom Falante", de Sílvia Friedman. Nele a pesquisadora estudou o discurso de (somente) sete indivíduos. Apesar de admirar os estudos da autora, considero a quantidade um pouco limitada. Sei que esta enquete não tem valor científico algum, mas fico curioso em saber como outras pessoas que gaguejam pensam sobre a relação "imagem de mau falante x ocorrência da gagueira".

Obviamente você poderá sugerir enquetes também. O espaço está aberto. Leia o fragmento abaixo e deixe sua opinião sobre ele na enquete abaixo.


"Estudamos o discurso de sete sujeitos que se consideravam gagos. Eles contaram a história de suas vidas, com destaque para a história de suas falas. Esse contexto era suficientemente amplo para captar tanto o campo estruturado no qual o desenvolvimento da fala estava inscrito, quanto o campo estruturante que pudesse estar ligado à origem, ao desenvolvimento e à manutenção da gagueira.
A Análise Gráfica do Discurso evidenciou que quatro conjuntos de núcleos de pensamento, ou categorias, eram constantes em todos os discursos e interligavam a história da fala dos sujeitos. Aos conteúdos do conjunto das representações que compunham cada categoria designamos como Auto-imagem, Outros, Nível Motor e Ativação Emocional.
Da análise da articulação entre essas categorias, feita através de suas respectivas representações, evidenciou-se a existência de uma ideologia do bem falar - vista como o campo estruturado -, veiculada sistematicamente nas relações de comunicação entre os sujeitos estudados e os outros que lhes eram significativos (pais, professores). Evidenciou-se também a existência de uma imagem de mau falante na auto-imagem de todos os sujeitos - vista como campo estruturante -, ligada à ideologia do bem falar.
A ideologia do bem falar manifestou-se pela não aceitação do padrão de fala espontâneo desses sujeitos, 'desde que eles se entendem por gente', segundo as palavras de um deles. O que nos permitiu constatar que a gagueira articula-se a partir de relações de comunicação que, sistematicamente, colocam a fala numa situação paradoxal, conforme a descrita por Watzlawick, Beavin e Jackson (1981)." Friedman (1994)

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Entnede-se por "imagem de mau falante", a imagem que o sujeito possui de si e que duvida da sua capacidade de se comunicar com outros, de expressar suas opiniões e pontos de vistas, de realizar tarefas que exijam o falar. Então, baseando-se nessa teoria e em sua vivência com a gagueira, responda a enquete abaixo:



Como se relacionam a sua auto imagem de mau falante e a ocorrência da gagueira sofrimento?

Em Nada
Um Pouco
Em Algo
Muito
Completamente













20 dezembro 2006

Tropeçando em Palavras

Na postagem do dia 04 de dezembro, eu disponibilizei para vocês baixarem a matéria sobre gagueira, que havia sido publicada na Revista Mente & Cérebro. Naquela oportunidade, creio que a revista não havia colocado a matéria no seu saite. Porém, agora a situação já é diferente. Pode-se ler diretamente na página do periódico. Acessem aqui e leiam a matéria na íntegra, sem qualquer outro procedimento.

Foto retirada da página da Mente & Cérebro.

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Aproveitando a oportunidade, gostaria de informá-los que em Vídeos Disfluentes há vídeo novo. Não deixem de assistir.