Amigos,
Sei que estou ausente. Não é porque eu quero. Estou bastante ocupado durante o dia e cansado à noite. Mas não fiquem sem ter o que ler. Visitem o histórico aqui ao lado. Tem muita coisa interessante para ser lida.
Além disso, vocês podem visitar o blog "Vídeos Disfluentes".
Coloquei um vídeo novo por lá.
Gagueira sob uma perspectiva que articula linguagem, subjetividade e sociedade.
27 fevereiro 2007
12 fevereiro 2007
Comentários Respondidos
Mais especificamente para Roberto Lent, Suzana, Pablo, Gabriel Fernandes e Adhemar:
Amigos, acho que respondi, ou repliquei (espero que tenha tréplica), os comentários de vocês. Está nos "comentários" da postagem "Nunca Desita! (Minhas Considerações)".Adorei todas as mensagens. Dessa forma poderemos fazer deste blog um espaço para mais conhecimentos e informações sobre a gagueira.
Amigos, acho que respondi, ou repliquei (espero que tenha tréplica), os comentários de vocês. Está nos "comentários" da postagem "Nunca Desita! (Minhas Considerações)".Adorei todas as mensagens. Dessa forma poderemos fazer deste blog um espaço para mais conhecimentos e informações sobre a gagueira.
03 fevereiro 2007
Nunca Desista! (Minhas Considerações)
O texto "Nunca Desista", de Peter Ramig, é bem interessante. Infelizmente não temos todo o livro, apenas o capítulo em questão. De tal maneira, por não conhecer o trabalho do autor em todas as suas delicadezas, não tenho condições para fazer críticas definitivas (construtivas ou não). O que farei são apenas algumas considerações em cima do pouco que foi lido. Espero que o leitor também participe das considerações. Caso queira que algo seja postado aqui, basta deixar um comentário com tal solicitação.
O mais importante do texto é que o método mostra-se eficiente. Pelo menos é isso que nos é transmitido ao final do texto: muitos clientes do autor livraram-se do obstáculo contencioso da gagueira. Isso deve dar muito ânimo para aqueles que leram o texto e ainda estão discrentes de tratamentos adequados.
O que eu discordo inteiramente é com a expressão "controle da gagueira". Para mim, a fala não pode ser controlada. Logo, a gagueira também não. A fala é um movimento espontâneo. Deve ser livre. Quer ver só uma coisa: pergunte para alguém próximo a você se ele/ela controla a fala. Ao contrário, as pessoas que gaguejam produzem toda sorte de movimentos, truques para "tentar falar bem". Porém, o espontâneo não deve ser tentado. O espontâneo é simplesmente produzido. A gagueira é uma quebra desta espontaneidade, justamente porque a fala não está solta.
O mais importante do texto é que o método mostra-se eficiente. Pelo menos é isso que nos é transmitido ao final do texto: muitos clientes do autor livraram-se do obstáculo contencioso da gagueira. Isso deve dar muito ânimo para aqueles que leram o texto e ainda estão discrentes de tratamentos adequados.
O que eu discordo inteiramente é com a expressão "controle da gagueira". Para mim, a fala não pode ser controlada. Logo, a gagueira também não. A fala é um movimento espontâneo. Deve ser livre. Quer ver só uma coisa: pergunte para alguém próximo a você se ele/ela controla a fala. Ao contrário, as pessoas que gaguejam produzem toda sorte de movimentos, truques para "tentar falar bem". Porém, o espontâneo não deve ser tentado. O espontâneo é simplesmente produzido. A gagueira é uma quebra desta espontaneidade, justamente porque a fala não está solta.
O autor caracteriza como a origem da gagueira, o que ele chamou de "gatilho da gagueira". O bloqueio e a sua quebra no momento da fala serviram de analogia com o gatilho de uma arma. Não acredito que essa seja a origem da gagueira. Há algo por detrás do simples gatilho. Sílvia Friedman caracteriza muito bem o que é. Friedman explica que existe uma identidade do indivíduo como ser que gagueja. Tal identidade é pressuposta e reposta freqüentemente no
momento de falar (um ótimo assunto para falarmos em outra oportunidade), dando a impressão de ser definitiva, estática, única. Porém, "Identidade é movimento, é desenvolvimento do concreto...é metamorfose". (Ciampa, 1987 p.74 - A estória do Severino e a história da Severina).
Concordo em gênero, número e grau com o autor, quando ele fala na "conspiração do silêncio". Este movimento precisa ser determinantemente eliminado. O silêncio não faz bem a nenhum problema que a pessoa venha a tê-lo. A conversa, o conhecimento, a aceitação, são passos imprescindíveis para transcender qualquer dificuldade. O isolamento, esconder-se, calar-se requer muito mais esforço do que a postura pró-ativa. Enfrentar o problema exige muito menos trabalho do que ocultá-lo.
Nunca desista!
momento de falar (um ótimo assunto para falarmos em outra oportunidade), dando a impressão de ser definitiva, estática, única. Porém, "Identidade é movimento, é desenvolvimento do concreto...é metamorfose". (Ciampa, 1987 p.74 - A estória do Severino e a história da Severina).Concordo em gênero, número e grau com o autor, quando ele fala na "conspiração do silêncio". Este movimento precisa ser determinantemente eliminado. O silêncio não faz bem a nenhum problema que a pessoa venha a tê-lo. A conversa, o conhecimento, a aceitação, são passos imprescindíveis para transcender qualquer dificuldade. O isolamento, esconder-se, calar-se requer muito mais esforço do que a postura pró-ativa. Enfrentar o problema exige muito menos trabalho do que ocultá-lo.
Nunca desista!
02 fevereiro 2007
Nunca Desista! (03-03)
Continuação - Parte 03
Nunca Desista
Peter R. Ramig, Ph.D.
De maneira despropositada, reconheça que você gagueja.
Sabemos que gagos geralmente vêem sua gagueira como embaraçosa e vergonhosa. Como resultado de tais percepções, podemos encobrir nossa gagueira numa “conspiração de silêncio”. Não é de surpreender que nossa família, amigos e colegas de trabalho saibam que nós gaguejamos, e usualmente não estamos certos de manter ou não contato de olhos, desviamos o olhar, ou substituímos as palavras, etc. Tal incerteza pode criar dificuldade e desconforto em nossos ouvintes como em nós mesmos.
Porém, muita da dificuldade e incerteza experimentada por ambos pode ser significantemente reduzida pelo reconhecimento de maneira aberta e despropositada que nós gaguejamos. Por exemplo, diga algo simples como, “A propósito, eu vou usar esta oportunidade para praticar algumas técnicas de fala que eu tenho exercitado ultimamente. Esta não é uma tarefa fácil, mas eu sei que você irá entender porque é importante para mim usar esta oportunidade para praticar enquanto conversamos.”
Este exemplo de observação dá aos nossos ouvintes uma oportunidade de perguntar sobre a gagueira, um problema de comunicação que muitos acham intrigante. Se nós escolhermos, também teremos uma oportunidade de falar sobre isso e “permissão” para praticar abertamente alguns dos passos esboçados neste capitulo e durante este livro. O desaprisionamento é uma estratégia proativa que nos permite a oportunidade de abordar nossa gagueira de maneira despropositada e indiferente. Fazer isto aumente nosso nível de conforto porque nós começamos a ver nosso problema por uma perspectiva positiva. Esta nova percepção, por fim, facilita a mudança da visão da gagueira como “vergonhosamente proibida de mencionar”.
Confronte a gagueira ao inserir ocasionalmente “pseudogagueiras” em sua fala fluente.
Muitos gagos contraem-se na primeira sugestão de que às vezes eles deveriam propositalmente inserir um som prolongado e repetido enquanto falam. Paradoxicalmente, a inserção voluntária de uma gagueira suave, fácil, pode auxiliar sua missão de diminuir seus medos e apreensões de gaguejar. Apesar de você escutar a si mesmo fazendo isto, os ouvintes estão menos atentos ao que você está fazendo, porque suas disfluências voluntárias são pequenas e produzidas sem nenhuma tensão excessiva. Aqueles que estão recuperando-se da gagueira geralmente citam esta tarefa como a que mais os ajudou a manter seu desenvolvimento durante seu processo de recuperação.
Nunca desista
Controlar a gagueira requer persistência e determinação. Porém, na verdade, nosso processo de recuperação demanda menos esforço, luta, e embaraço do que a experiência emocional negativa de quando vivemos uma vida focada em esconder, conciliar e lutar contra a gagueira. Esconder e lutar requer uma imensa quantidade de vigilância, e isto apenas tende a alimentar o ciclo destrutivo da gagueira. Nós conhecemos muitas pessoas que gaguejam, clientes com quem nós trabalhamos pessoalmente, colegas e profissionais com quem aprendemos, que tiveram ganhos substanciais em livrarem-se do obstáculo contencioso da gagueira. Muitos se tornaram tão fluentes que a maioria das pessoas não percebe que eles ainda gaguejam algumas vezes.
Este foi nosso sonho. Este foi o sonho deles. Este pode ser realisticamente o seu sonho.
Extraído do capítulo “Never Give Up” no livro “Advice to those who stutter”(Conselho para aqueles que gaguejam) do Dr. Ramig, publicado pela "Stuttering Foundation of America".
Tradução de Rafael Veloso.
Peter R. Ramig, Ph.D.
De maneira despropositada, reconheça que você gagueja.
Sabemos que gagos geralmente vêem sua gagueira como embaraçosa e vergonhosa. Como resultado de tais percepções, podemos encobrir nossa gagueira numa “conspiração de silêncio”. Não é de surpreender que nossa família, amigos e colegas de trabalho saibam que nós gaguejamos, e usualmente não estamos certos de manter ou não contato de olhos, desviamos o olhar, ou substituímos as palavras, etc. Tal incerteza pode criar dificuldade e desconforto em nossos ouvintes como em nós mesmos.
Porém, muita da dificuldade e incerteza experimentada por ambos pode ser significantemente reduzida pelo reconhecimento de maneira aberta e despropositada que nós gaguejamos. Por exemplo, diga algo simples como, “A propósito, eu vou usar esta oportunidade para praticar algumas técnicas de fala que eu tenho exercitado ultimamente. Esta não é uma tarefa fácil, mas eu sei que você irá entender porque é importante para mim usar esta oportunidade para praticar enquanto conversamos.”
Este exemplo de observação dá aos nossos ouvintes uma oportunidade de perguntar sobre a gagueira, um problema de comunicação que muitos acham intrigante. Se nós escolhermos, também teremos uma oportunidade de falar sobre isso e “permissão” para praticar abertamente alguns dos passos esboçados neste capitulo e durante este livro. O desaprisionamento é uma estratégia proativa que nos permite a oportunidade de abordar nossa gagueira de maneira despropositada e indiferente. Fazer isto aumente nosso nível de conforto porque nós começamos a ver nosso problema por uma perspectiva positiva. Esta nova percepção, por fim, facilita a mudança da visão da gagueira como “vergonhosamente proibida de mencionar”.
Confronte a gagueira ao inserir ocasionalmente “pseudogagueiras” em sua fala fluente.
Muitos gagos contraem-se na primeira sugestão de que às vezes eles deveriam propositalmente inserir um som prolongado e repetido enquanto falam. Paradoxicalmente, a inserção voluntária de uma gagueira suave, fácil, pode auxiliar sua missão de diminuir seus medos e apreensões de gaguejar. Apesar de você escutar a si mesmo fazendo isto, os ouvintes estão menos atentos ao que você está fazendo, porque suas disfluências voluntárias são pequenas e produzidas sem nenhuma tensão excessiva. Aqueles que estão recuperando-se da gagueira geralmente citam esta tarefa como a que mais os ajudou a manter seu desenvolvimento durante seu processo de recuperação.
Nunca desista
Controlar a gagueira requer persistência e determinação. Porém, na verdade, nosso processo de recuperação demanda menos esforço, luta, e embaraço do que a experiência emocional negativa de quando vivemos uma vida focada em esconder, conciliar e lutar contra a gagueira. Esconder e lutar requer uma imensa quantidade de vigilância, e isto apenas tende a alimentar o ciclo destrutivo da gagueira. Nós conhecemos muitas pessoas que gaguejam, clientes com quem nós trabalhamos pessoalmente, colegas e profissionais com quem aprendemos, que tiveram ganhos substanciais em livrarem-se do obstáculo contencioso da gagueira. Muitos se tornaram tão fluentes que a maioria das pessoas não percebe que eles ainda gaguejam algumas vezes.
Este foi nosso sonho. Este foi o sonho deles. Este pode ser realisticamente o seu sonho.
Final
_________________________________Extraído do capítulo “Never Give Up” no livro “Advice to those who stutter”(Conselho para aqueles que gaguejam) do Dr. Ramig, publicado pela "Stuttering Foundation of America".
Tradução de Rafael Veloso.
31 janeiro 2007
Nunca Desista! (02-03)
Continuação - Parte 02
Não recue ao gaguejar, ao invés, siga em frente.
Uma vez que nós entendamos a importância de eliminar muito do empurrar e forçar em nossa língua, lábios e cordas vocais, nós podemos começar a gaguejar mais audivelmente e com menos esforços, ao “segurar” no momento de gaguejar enquanto seguimos em frente para o próximo som.
Quando nós trabalhamos em gaguejar audivelmente, nós estamos mais hábeis para mudar e continuar nossa respiração e vocalização: dois dos ingrediente primários necessários para a produção da fala normal. Em contraste, devido ao embaraço e frustração ocasionalmente associados com a gagueira, muitas pessoas que gaguejam aprendem a bloquear silenciosamente na língua, lábios, ou cordas vocais, e/ou recuar repetitivamente de seus bloqueios e outros momentos disfluentes.
A tentativa de falar desta maneira interrompe tanto o fluxo de ar e a necessária vocalização criada pela vibração das cordas vocais. Este processo comum de tentar conciliar e minimizar a gagueira audível na verdade complica a fala e com o tempo, geralmente aumenta a visibilidade e severidade da gagueira.
Manter o ar e a voz “ligados” quando gaguejamos requer tempo e prática no início, porque nós estamos forçando-nos a confrontar algo que parece e soa desagradável e anormal. Ainda assim, este é um passo necessário no processo de aprender a gaguejar seguindo em frente.
Preste atenção em sentir “Como” e “Quando” seus lábios, língua e cordas vocais fazem sons específicos.
Uma vez que nós tenhamos aprendido como o mecanismo físico da fala funciona, e tivermos trabalhado em diminuir nossos comportamentos de recuo, nós podemos começar a concentrar em como é que fazemos sons e palavras enquanto falamos. A vasta maioria das pessoas dão deixas no som de suas falas enquanto conversam. Há evidências científicas de que “deixas” audíveis podem ser uma presente causa de gagueira. Em contraste, muitos de nós encorajam pessoas que gaguejam a focalizarem mais no “sentir” de falar do que em escutar sua fala.
Abra sua boca quando conversar.
Para neutralizar a tendência de reprimir a abertura da boca enquanto você fala, pratique deliberadamente abrir a boca enquanto você repete a seqüência esboçada acima. A tendência para pessoas que gaguejam de “trincar” ou reduzir a abertura da boca é um problema que acho necessário abordar ao trabalhar com muitas crianças e adultos. Esta “tendência de trincamento” é na verdade a abertura da boca reduzida que nós aprendemos durante o tempo como resultado de nossa dificuldade de antecipar sons e palavras. Esta mudança física na abertura da boca (trincamento) parece resultar do processo de “segurar” a gagueira.
Nunca Desista
Peter R. Ramig, Ph.D.
Peter R. Ramig, Ph.D.
Não recue ao gaguejar, ao invés, siga em frente.
Uma vez que nós entendamos a importância de eliminar muito do empurrar e forçar em nossa língua, lábios e cordas vocais, nós podemos começar a gaguejar mais audivelmente e com menos esforços, ao “segurar” no momento de gaguejar enquanto seguimos em frente para o próximo som.
Quando nós trabalhamos em gaguejar audivelmente, nós estamos mais hábeis para mudar e continuar nossa respiração e vocalização: dois dos ingrediente primários necessários para a produção da fala normal. Em contraste, devido ao embaraço e frustração ocasionalmente associados com a gagueira, muitas pessoas que gaguejam aprendem a bloquear silenciosamente na língua, lábios, ou cordas vocais, e/ou recuar repetitivamente de seus bloqueios e outros momentos disfluentes.
A tentativa de falar desta maneira interrompe tanto o fluxo de ar e a necessária vocalização criada pela vibração das cordas vocais. Este processo comum de tentar conciliar e minimizar a gagueira audível na verdade complica a fala e com o tempo, geralmente aumenta a visibilidade e severidade da gagueira.
Manter o ar e a voz “ligados” quando gaguejamos requer tempo e prática no início, porque nós estamos forçando-nos a confrontar algo que parece e soa desagradável e anormal. Ainda assim, este é um passo necessário no processo de aprender a gaguejar seguindo em frente.
Preste atenção em sentir “Como” e “Quando” seus lábios, língua e cordas vocais fazem sons específicos.
Uma vez que nós tenhamos aprendido como o mecanismo físico da fala funciona, e tivermos trabalhado em diminuir nossos comportamentos de recuo, nós podemos começar a concentrar em como é que fazemos sons e palavras enquanto falamos. A vasta maioria das pessoas dão deixas no som de suas falas enquanto conversam. Há evidências científicas de que “deixas” audíveis podem ser uma presente causa de gagueira. Em contraste, muitos de nós encorajam pessoas que gaguejam a focalizarem mais no “sentir” de falar do que em escutar sua fala.
Abra sua boca quando conversar.
Para neutralizar a tendência de reprimir a abertura da boca enquanto você fala, pratique deliberadamente abrir a boca enquanto você repete a seqüência esboçada acima. A tendência para pessoas que gaguejam de “trincar” ou reduzir a abertura da boca é um problema que acho necessário abordar ao trabalhar com muitas crianças e adultos. Esta “tendência de trincamento” é na verdade a abertura da boca reduzida que nós aprendemos durante o tempo como resultado de nossa dificuldade de antecipar sons e palavras. Esta mudança física na abertura da boca (trincamento) parece resultar do processo de “segurar” a gagueira.
Continua...
29 janeiro 2007
Nunca Desista! (01-03)
Amigos,
A postagem de hoje não é de minha autoria. Estou apenas publicando aqui o texto "Nunca Desista", traduzido e colocado no Orkut, em diversas comunidades sobre gagueira, entre elas "Gagueira Não Tem Graça, Tem Tratamento", pelo amigo Rafael Veloso. Ele ressalva que quem desejar conferir o orginal na íntegra, basta acessar "Never Give Up", pois o inglês dele "não é 100% confiável." O texto é de autoria de Peter R. Ramig.
Eu não concordo com algumas coisas que são ditas no texto. Porém, a essência dele, em querer ajudar pessoas com gagueira, deve ser valorizada. Por isso está aqui. Talvez, se houver comentários que levem a um debate, ao completar o texto, eu faça algumas considerações.
Para facilitar mais a leitura de vocês, dividirei o texto em 03 partes.
Parte 01:
O primeiro passo no processo de recuperação é encarar o fato de que é improvável que nossa gagueira vá desaparecer magicamente por ela própria. Nós devemos aceitar o fato de que serão necessários perseverança e determinação para mudar a maneira que nós temos gaguejado durante anos. Embora isto possa soar difícil ou impossível, o trabalho construtivo de mudar a gagueira geralmente requer menos esforço e frustração do que continuar a temê-la. Nós gastamos grande quantidade de energia em tentativas de tentar escondê-la, e/ou empurrar ou fazer força para falar. E isto aumenta o sentimento de desamparo no despertar de sua presença.
Como nós estamos convencidos de que a gagueira pode ser mudada com determinação e esforço auto-iniciado, eu quero resumidamente esboçar alguns fatores adicionais que podemos usar em nossos esforços para enfraquecer e até eliminar completamente a gagueira.
Entendendo o processo físico da fala.
Produzir a fala é um processo altamente complexo. Entretanto, prestar atenção em como nós usamos fisicamente nossa língua, lábios, e cordas vocais enquanto nós produzimos sons, pode nos ajudar a entender como regularmente criamos mais gagueira. Nós fazemos isso ao tencionar e forçar estas estruturas enquanto tentamos lidar com os momentos desagradáveis do gaguejar. Evidentemente estas estruturas de fala consistem em músculos que precisam ser tensionados em um nível normal para produzir fala fluente.
Porém, em contraste, pessoas que gaguejam regularmente tencionam estes músculos excessivamente, bloqueiam, e depois fazem força para empurrar e “quebrar” o bloqueio em suas urgências de livrarem-se do sentimento de aprisionamento. Este padrão desenvolve-se durante o tempo, como reação ao pouco entendimento da causa central da gagueira, à qual alguns de nós se referem como “gatilho da gagueira” [stuttering trigger]. Em essência, o gatilho da gagueira é a presente causa da gagueira. Ele pode ser associado à predisposição inata de ser disfluente, que é encontrada na pequena porcentagem da população que gagueja. Mas isso não significa que não possa ser controlado.
Uma vez que nós comecemos a prestar atenção em nossas estruturas de fala, poderemos entender melhor como interferimos em seu funcionamento regular durante o gaguejar. Enquanto nós melhor desenvolvermos e refinarmos estas habilidades de monitoramento, não apenas produziremos formas mais fáceis de gagueira, mas nos tornaremos mais fluentes e menos condicionados a “puxarmos o gatilho da gagueira”.
A postagem de hoje não é de minha autoria. Estou apenas publicando aqui o texto "Nunca Desista", traduzido e colocado no Orkut, em diversas comunidades sobre gagueira, entre elas "Gagueira Não Tem Graça, Tem Tratamento", pelo amigo Rafael Veloso. Ele ressalva que quem desejar conferir o orginal na íntegra, basta acessar "Never Give Up", pois o inglês dele "não é 100% confiável." O texto é de autoria de Peter R. Ramig.
Eu não concordo com algumas coisas que são ditas no texto. Porém, a essência dele, em querer ajudar pessoas com gagueira, deve ser valorizada. Por isso está aqui. Talvez, se houver comentários que levem a um debate, ao completar o texto, eu faça algumas considerações.
Para facilitar mais a leitura de vocês, dividirei o texto em 03 partes.
Parte 01:
Nunca Desista!
Peter R. Ramig, Ph.D.
O processo da recuperação auto-iniciada.
Peter R. Ramig, Ph.D.
O processo da recuperação auto-iniciada.
O primeiro passo no processo de recuperação é encarar o fato de que é improvável que nossa gagueira vá desaparecer magicamente por ela própria. Nós devemos aceitar o fato de que serão necessários perseverança e determinação para mudar a maneira que nós temos gaguejado durante anos. Embora isto possa soar difícil ou impossível, o trabalho construtivo de mudar a gagueira geralmente requer menos esforço e frustração do que continuar a temê-la. Nós gastamos grande quantidade de energia em tentativas de tentar escondê-la, e/ou empurrar ou fazer força para falar. E isto aumenta o sentimento de desamparo no despertar de sua presença.
Como nós estamos convencidos de que a gagueira pode ser mudada com determinação e esforço auto-iniciado, eu quero resumidamente esboçar alguns fatores adicionais que podemos usar em nossos esforços para enfraquecer e até eliminar completamente a gagueira.
Entendendo o processo físico da fala.
Produzir a fala é um processo altamente complexo. Entretanto, prestar atenção em como nós usamos fisicamente nossa língua, lábios, e cordas vocais enquanto nós produzimos sons, pode nos ajudar a entender como regularmente criamos mais gagueira. Nós fazemos isso ao tencionar e forçar estas estruturas enquanto tentamos lidar com os momentos desagradáveis do gaguejar. Evidentemente estas estruturas de fala consistem em músculos que precisam ser tensionados em um nível normal para produzir fala fluente.
Porém, em contraste, pessoas que gaguejam regularmente tencionam estes músculos excessivamente, bloqueiam, e depois fazem força para empurrar e “quebrar” o bloqueio em suas urgências de livrarem-se do sentimento de aprisionamento. Este padrão desenvolve-se durante o tempo, como reação ao pouco entendimento da causa central da gagueira, à qual alguns de nós se referem como “gatilho da gagueira” [stuttering trigger]. Em essência, o gatilho da gagueira é a presente causa da gagueira. Ele pode ser associado à predisposição inata de ser disfluente, que é encontrada na pequena porcentagem da população que gagueja. Mas isso não significa que não possa ser controlado.
Uma vez que nós comecemos a prestar atenção em nossas estruturas de fala, poderemos entender melhor como interferimos em seu funcionamento regular durante o gaguejar. Enquanto nós melhor desenvolvermos e refinarmos estas habilidades de monitoramento, não apenas produziremos formas mais fáceis de gagueira, mas nos tornaremos mais fluentes e menos condicionados a “puxarmos o gatilho da gagueira”.
Continua...
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