Gagueira sob uma perspectiva que articula linguagem, subjetividade e sociedade.
15 outubro 2007
DIAG em São Paulo II
Dia Internacional de Atenção à Gagueira – 2007
Semana de Atenção à Gagueira: 22 a 28 de outubro
Evento na cidade de São Paulo: 27/10/07
9:00 hs – abertura
9h15 – Gagueira infantil, mitos e realidade: o que é, por que surge e como enfrentá-la? – psicóloga Dra. Lucia Maria G. Barbosa
10hs – Debate com a platéia
10h15 – Gagueira infantil: orientações aos pais e à escola – fonoaudióloga Prof. Verena Maiorino Degiovani
11hs – Debate com a platéia
11h15 – Coffee-break
12hs – Aspectos jurídicos sobre a gagueira - advogado Dr. José Roberto Guedes de Oliveira
12h45 – Debate com a platéia
13hs – Novos tratamentos: Speech Easy - equipe do Centro Auditivo Microsom
13h30 – Debate com a platéia
13h45 – Fórum de discussões
14h30 – Lançamento do livro: “Gagueira: um Distúrbio de Fluência”, organizado pela fonoaudióloga Eliana Maria Nigro Rocha (Ed. Santos, 2007)
Local do evento:
Hospital do Servidor Público Estadual – HSPE
Avenida Ibirapuera, 981 – 6º andar – Anfiteatro 616 – São Paulo – SP Estacionamento no local para inscrições efetuadas até 24 de outubro.
Mapa: http://www.iamspesaude.com.br/oiamspe/localizacao.asp (a entrada do estacionamento é onde tem o logo do IAMSPE)
Vagas limitadas.
Entrada franca, mediante inscrição prévia: (11)-7449-5051 com Diva ou gagueira@gagueira.org.br
Os certificados serão entregues no dia do evento para inscrições efetuadas até 22 de outubro. Para inscrições efetuadas posteriormente, os certificados poderão ser retirados no próprio HSPE a partir de 05 de novembro.
Realização:
CEFAC - Saúde e Educação: www.cefac.br
HSPE - Hospital do Servidor Público Estadual: http://www.iamspesaude.com.br
IBF - Instituto Brasileiro de Fluência: www.gagueira.org.br
Comissão Organizadora Nacional:
Ignês Maia Ribeiro ignes@uol.com.br
Eliana Maria Nigro Rocha eliananigrorocha@uol.com.br
Sandra Merlo sgmerlo@yahoo.com.br
Mande Sua Programação
Quem desejar ver sua programação do DIAG neste blog, basta enviar todos os detalhes para wladimirdamasceno@gmail.com
DIAG em São Paulo
Recebi e aceitei o convite da Presidenta da Associação Brasileira de Gagueira (ABRA GAGUEIRA), Daniela Verônica para dar uma palestra sobre "Grupos Virtuais de Pessoas com Gagueira", dia 22/10, em São Paulo, por ocasião do Dia Internacional de Atenção à Gagueira - DIAG. Nesta oportunidade falarei, em especial da minha vivência como moderador do Grupo Gagueira (clique e faça parte agora), maior grupo de discussão pela internet sobre gagueira, do yahoo grupos.
Aproveitarei a oportunidade e ficarei até o dia 27, para o lançamento do livro "Gagueira: um distúrbio de fluência", no qual tenho um capítulo, conforme já falei na postagem anterior.
Segue abaixo a programação completa do evento que será organizado pela ABRA GAGUEIRA e pelo Laboratório de Investigação Fonoaudiológica da Fluência, Motricidade e Funções Orofaciais da FMUSP.
Quem desejar ver sua programação do DIAG neste blog, basta enviar todos os detalhes para wladimirdamasceno@gmail.comProgramação ABRA GAGUEIRA em São Paulo:
14:00h - Atuação da ABRA GAGUEIRA no Brasil - Fga. Ms. Daniela Veronica Zackiewicz (SP)
14:20h - Grupos virtuais de pessoas com gagueira - Wladimir Damasceno (RN)
14:40h - Grupos de apoio para pessoas com gagueira - Cristine Pombo (RJ – a confirmar)
15:00 - Reciclagem sobre Tratamento Infantil, baseada no livro Gagueira Infantil: Risco, Diagnóstico e Programas Terapêuticos Profa. Dra. Claudia Regina Furquim de Andrade, ED. Pró-Fono - Fga. Dra. Fabíola Juste (SP)
17:00 - Coffe Break
Local: Anfiteatro da ORL, Hospital das Clínicas, R. Dr Enéas de Carvalho Aguiar, 255 - Instituto Central – São Paulo
Inscrições: Através do e-mail abragagueira@abragagueira.org.br. As inscrições são gratuitas e serão feitas por ordem de recebimento dos e-mails. Vagas limitadas.
Para pais e filhos com gagueira
19:00 - Gagueira infantil – venha conversar sobre isso! Contadora de estórias para as crianças e distribuição de folhetos sobre gagueira infantil.
Local: Livraria da Vila – Rua Fradique Coutinho, 915 – Vila Madalena
Participe também do Fórum Online sobre Gagueira Infantil que ocorrerá no site www.abragagueira.org.br de 22 a 30 de outubro.
Realização:
ABRA GAGUEIRA - www.abragagueira.org.br
Laboratório de Investigação Fonoaudiológica da Fluência, Motricidade e Funções Orofaciais da FMUSP http://medicina.fm.usp.br/fofito/fono/pessoal/clauandrade/lif.php
Apoio:
Livraria da Vila – www.livrariadavila.com.br
Thot Cognição e Linguagem – www.thot.com.br
Pró-fono Produtos Especializados para Fonoaudiologia - www.profono.com.br
Saiba mais sobre a gagueira infantil:
http://medicina.fm.usp.br/fofito/fono/pessoal/clauandrade/bibliotecoterapia.php
07 outubro 2007
Lançamento do Livro "Gagueira: um distúrbio de fluência"
Conforme já havia mencionado para algumas pessoas (e no Grupo Gagueira), dia 27/10 será o lançamento do livro "Gagueira: um distúrbio de fluência" escrito por muitas mãos, mas organizado por duas, pela grande fonoaudióloga Eliana Nigro. Abaixo você pode conferir a editora, as partes do livro, os autores e seus textos.
O que gostaria de enfatizar neste livro é que ele é bem diferente dos demais que lemos sobre o assunto. Ele possui nove depoimentos de pessoas que contam a história de suas vidas com a gagueira. Dentre eles, está o meu depoimento. Também gostaria de destacar a presença de Sandra Merlo, Ana Flávia, Silvia Friedman, Ignês Ribeiro, Roberto Tadeu e Eleide: grandes pessoas!
Espero que vocês comprem e leiam-no. Acredito que este será um marco na história da gagueira deste país.
Parabéns a todos os autores e meus agradecimentos à coordenadora pelo convite.
Detalhes do lançamento:
Dia 27.10.07.
Local: Hospital do Servidor Público Estadual – IAMSPE.
Avenida Ibirapuera, 981 – 6º andar – Anfiteatro 616 – São Paulo – SP.
Horário: das 14h30min às 16hs.
Custará apenas R$50,00.
Quem puder comparecer, não deixe a oportunidade passar!!!
Gagueira: um distúrbio de fluência

Gagueira: um Distúrbio de Fluência
Eliana Maria Nigro Rocha - coordenadora
Editora Santos, 2007 (381 páginas)
Textos escritos por especialistas, em linguagem acessível ao leigo e ao estudioso iniciante na área da fluência, inclusive com dados sobre os trajetos dos autores em sua vida profissional.
Depoimentos de pessoas que gaguejam sobre sua vivência com a gagueira.
Apresentação: Eliana Maria Nigro Rocha
Gagueira: conhecimento e vivência pessoal
Ana Flávia Lopes Magela Gerhardt - Gagueira e integração conceptual
Maria José Carli Gomes – Descobrindo alternativas e superando barreiras: estratégias de enfrentamento na gagueira.
Sandra Merlo – Algumas reflexões sobre o conceito de fluência
Gagueira: temas e reflexões
Beatriz Helena V.M. Ferriolli – Enfoque Discursivo na Clínica da Gagueira
Cristiane Moço Canhetti de Oliveira – Gagueira Familial: Repercussões Clínicas
Isis Meira – Método Integrativo Existencial: seus Pressupostos e Aplicação
Mônica Medeiros de Britto Pereira – Análise das Estratégias Lingüísticas de Reparação no Discurso de Pessoas que Gaguejam
Regina Jakubovicz – Gagueira e Aprendizagem
Sílvia Friedman – Gagueira: uma Visão Dialético-Histórica
Interfaces da gagueira
Ana Maria Schiefer, Liliane Desgualdo Pereira e Daniela Gil – Relação entre Gagueira e os Aspectos Auditivos
Maria Isabel Vicari - Uma abordagem em Fonoterapia de Gagueira e do Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade
Terapia de gagueira: vivências
Anelise Junqueira Bohnen – A Complexidade das Escolhas Terapêuticas
Eliana Maria Nigro Rocha – Fluência como meta
Ignês Maia Ribeiro – Uma trajetória de aprendizado com Pessoas que Gaguejam e seus Familiares
Gagueira: depoimentos
Antonio Carlos de Oliveira – Convivendo com Gagueira
Carlos Habenchus Jr – Paciência e Respeito
CA – Minha Experiência com a Gagueira
José Eduardo Ribeiro da Costa - Pedrinha
Eleide Gonçalves – Gagueira Crônica
Pablo – Disfluências à parte!
Paulo Amaro Martins – Sou o que minha Relação com a Gagueira me Permitiu Ser
Roberto Tadeu da Silva – Não ser a Gagueira
Wladimir Alberti Pascoal de Lima Damasceno – Fazer algo para melhorar
15 setembro 2007
A Origem da Gagueira

A temática, como é recorrente em relação à gagueira, é polêmica. Existem diversos pontos de vistas, cada um defendendo o que acredita melhor explicar a origem desta patologia. De acordo com o que eu acredito, a gagueira tem origem na infância e surge em virtude das relações sócio-culturais que a criança vivencia em seu processo histórico.
A primeira infância (até os seis anos de idade) é o período que a criança mais aprende em toda a nossa vida. É neste período que ela também desenvolve e adquire a fala, a linguagem. Do mesmo jeito que ela cai quando esta começando a andar, é perfeitamente natural que algumas (umas mais outras menos, cada uma no seu ritmo) apresentem maiores ou menores quebras em suas falas. Na fonoaudiologia este período é denominado como "freqüentes disfluências", "gagueira fisiológica" ou "gagueira natural". São quebras na fala da criança que diferem qualitativamente da gagueira patológica (gagueira sofrimento) que muito discutimos por aqui. De um modo geral, quando a criança começa a apresentar essas freqüentes disfluências, aqueles que são significativos a ela começarão a interferir de maneira negativa em sua fala. Darão conselhos do tipo: "fale direito", "fique calmo", "respire antes de falar", etc..
Esse tipo de comportamento demonstra que a fala da criança não está sendo aceita e ela não poderá fazer nada de diferente, tendo em vista que a fala é algo espontâneo e que o falante sabe falar mas não sabe como fala. Além do mais, não se ensina a falar com orientações. O ser humano, em condições normais, aprende a falar ouvindo, através do modelo auditivo que recebe. Tais conselhos além de não surtirem os efeitos desejados, contribuem para agravar a situação daquela criança que entenderá que sua fala não é aceita. A fala da criança é exigida e negada.
Com a constância desse padrão de exigência paradoxal (tem efeito contrário à intenção), toda situação de fala para a criança será de expectativa, onde ela tentará de tudo para falar do modo idealizado pelo seu interlocutor. O simples fato de "tentar falar bem" fará com que ela quebre a espontaneidade peculiar à fala, pois, de um modo geral, o espontâneo não é tentado. A criança passa a sentir-se punida ou culpada pela sua forma de falar. Sua fala será carregada de antecipações, truques, sentimentos negativos que gerarão mais gagueira, que reforçará cada vez mais uma imagem de mau falante naquela criança. Surgindo assim a gagueira sofrimento.
Sabemos que uma fala adequada desenvolve-se em relações de comunicação que garantem a espontaneidade e reforçam a capacidade do falante (Friedman, 2004). Van Riper estudou diversos sujeitos adultos disfluentes que não se consideravam gagos. Ele afirmou que, muito possivelmente, esses adultos disfluentes, quando eram crianças, tiveram pais e professores compreensivos, que aceitaram o padrão de fala espontâneo de seus filhos e alunos.
Todas essas teorias estão embasadas e muito melhor explicadas no livro "Gagueira: origem e tratamento" de Silvia Friedman. O estudo foi feito através do discurso de sujeitos considerados gagos que contaram a história de suas falas.
A figura acima simboliza muito bem o que falamos aqui. Mostra uma criança diante dos seus pais e o seguinte diálogo:
P - Fale devagar...
C - Eu estou tentando mas...
P - Nós estamos querendo ajudar!
C - ...só faz piorar