26 novembro 2005

Relatos de um Paciente - Parte Final

continuando...

Minha Terapia (Parte Final)

Apesar de todos os meus esforços em determinadas situações, ainda o medo aparecia.
Soube que se eu enfrentasse as situações, principalmente aquelas nas quais eu sentia medo, aos poucos eu iria descobrindo minha realidade e a realidade das coisas que ocorriam em mim e o medo iria diminuindo.
Já havia conseguido muitos progressos, mas os gaguejos ainda ocorriam e eu não os aceitava. Vi que em determinadas situações eu sentia mais fortemente que, por causa da gagueira, eu me frustrava e me punia. Aos poucos, por causa do que era trabalhado na terapia, fui percebendo que ninguém me punia pela gagueira e que a minha fobia de gaguejar era fruto apenas de minha fantasia. Comecei então a analisar as reações das outras pessoas e a perceber manifestações diferentes daquelas que eu estava imaginando. Passei a notar, muitas vezes, reações que indicavam aceitação e se, pelo contrário, a reação era de crítica, gozação, não-aceitação, eu me trabalhava, como fiz algumas vezes na terapia, para entender aquela pessoa e entender sua reação como sendo fruto de suas próprias dificuldades.
Assim, progressivamente, o medo das situações e de gagueira ia desaparecendo. Eu passava a compreender melhor tudo. Situações que antes eram difíceis iam se tornando mais fáceis, a tensão do corpo ia diminuindo e eu também progressivamente ia podendo transformar minha fala gaguejada em fala fluente.
Eu continuava a trabalhar a minha gagueira, na terapia e fora dela. Em casa eu fazia uma série de exercícios pra me preparar melhor para as situações de fala. Aí, nessas situações, era importante manter a minha consciência direcionada para meu modo de falar. Era importante fazer isso também quando eu estava numa situação natural de comunicação com um amigo ou até com um desconhecido. Aos poucos eu ia podendo comandar a minha fala e não gaguejar mais.
Após um ano e alguns meses de terapia, ainda me encontro descobrindo o que aconteceu comigo na hora da gagueira e em todos os momentos do dia eu vou modificando aquilo que vejo e que percebo que está errado. Às vezes me parece ter descoberto tudo que possa haver de errado comigo, mas depois de algum tempo descubro coisas novas e mais importantes.
Em todo esse tempo de descobertas, meu interior foi-se afirmando cada vez mais, e eu passei a confiar mais em mim e nas minhas possibilidades de melhorar minha comunicação.
Atualmente, o que está acontecendo comigo e o que eu sinto é algo totalmente diferente daquilo que há um ano e meio eu sentia. Sinto que estou eu mesmo, aceitando minha vida real e descobrindo novos valores em minha pessoa. Ainda estou gaguejando, mas estes gaguejos são muito leves, às vezes imperceptíveis, e não interferem mais na comunicação e na colocação de conteúdos. Meu interior já está bastante mais afirmado e equilibrado. Continuo me analisando e descobrindo coisas novas. A tensão e o envolvimento emocional continuam diminuindo e eu estou conseguindo não mais reprimir meus sentimentos. Em muitas situações estou conseguindo ser eu mesmo e consigo me comunicar e ser aberto às pessoas. Assumi meu problema e embora deixe o tratamento especializado da terapia, creio que agora estou apto e tenho forças para caminhar sozinho na conquista de minha nova posição de vida.


FIM

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Amigos, chega ao final o relato bem sucedido de uma terapia. Como eu falei, as palavras de G.A. se parecem muito com as que eu poderia escrever. Tomo-as como se fossem minhas para transmitir-lhes que realmente existe tratamento para a Gagueira. O indivíduo que alcança o patamar que G.A. alcançou vê a gagueira de outra forma. Eu por exemplo, já enxergo a gagueira como um presente divino, que me fez evoluir, sair de um ponto indesejado para outro mais interessante, e com isso poder ajudar outras pessoas que por ventura passem por tudo o que eu já vivenciei. É Eleide, nossa luta é GRATIFICANTE!

PS: Quem tiver algum contato com G.A., por favor avise-o que eu gostaria de trocar uma idéia com ele. Ele foi paciente de Isis Meira, alguém que a conheça pode diminuir a distância entre G.A. e esse blog. Agradeço desde já!

3 comentários:

morgana disse...

oi sou a morgana:)Eu sou gaga e morro de vergonha disso , acabei de completar 18 anos e ja sofri muitos precondeitos tenho medo de entrar na facul pq nem sei como vou apresentar trabalhos kkk nem sei oq eu fasso:(só sei q eu quero melhorar o quanto antes ! ja tenho 18 anos ainda tem soluçao? moro em maceio e queria saber se tem profissionais competentes aqui e se vc pode mim enformar de algum? brigada

morgana disse...

eu queria saber algunha coisa a respeito disso se eu tenho cura ainda o q eu posso fazer mim ajude por favor , meu pais ñ ligao muito ate pq sao separados e moro com meu pai e tb meu o vejo ai ñ tenho com quem mim abrir ao falar dessas coisas tb morro de vergonha:(

Renata disse...

Naum sei oq fasso ..gosto muito de cantar.canto em casamentos as apessoas falan q eu naum gaguejo cantando mais sei q sin q já gravei un video pelo celular e naum entendii nda.Pesso aos meus pais q min ajuden mais eles nen ligan para min.naum sei oq fazer ii tb naum tenho dinheiro para ir ao medico pq os meus pais naum min apoian.por favor min ajuden..