22 maio 2006

Entendendo a Árvore dos Desejos

No conceito indiano de paraíso existem árvores-dos-desejos. Você simplesmente senta debaixo delas, deseja qualquer coisa e imediatamente seu desejo é realizado não há intervalo entre o desejo e sua realização.

Esta é uma antiga parábola e de imenso significado. Sua mente é a árvore-dos-desejos - o que você pensa, mais cedo ou mais tarde, se realiza. Às vezes o intervalo é tão grande que você se esquece completamente que, de alguma maneira, "desejou" aquilo; então não faz a ligação com a fonte.
Mas se olhar profundamente, perceberá que todos os seus pensamentos, com medos/receios, estão criando você e sua vida.
Eles criam seu inferno ou criam seu paraíso. Criam seu tormento ou criam sua alegria.
Eles criam o negativo ou criam o positivo... Todos aqui são mágicos.
E todos estão fiando e tecendo um mundo mágico a seu redor... e aí são apanhados.
A aranha é pega em sua própria teia. Ninguém o está torturando... a não ser você mesmo. E uma vez que isso seja compreendido, mudanças começam a acontecer.
Então você pode dar a volta, pode mudar seu inferno em paraíso; É simplesmente uma questão de pintá-lo a partir de um ângulo diferente... A responsabilidade é toda sua. Seu "paraíso" depende de VOCÊ. (autor desconhecido)


* * *

Eu solicitei esta leitura para a colega do Grupo de Auto-Ajuda, pois este texto foi o primeiro, dentre vários, que a minha ex-fonoaudióloga me apresentou. Foi com ele que comecei a trabalhar a mudança da minha personalidade. Considerava-me "mau falante" e iniciei a me condicionar a ser um "bom falante". A nossa mente é realmente a nossa árvore dos desejos. Em relação à gagueira, é nossa mente que nos faz ser gagos. Nosso cérebro está acostumado a agir como um cérebro de um gago, para ele tudo está "normal". Ele desenvolveu-se dessa forma. Porém, todos nós sabemos que o cérebro é poderosíssimo. Ele é capaz de se adequar a qualquer coisa. Como costumo afirmar, se desejamos falar como os "fluentes", temos que pensar e agir como eles. Se queremos, mas agimos como "disfluentes", permaneceremos "disfluentes". Uma coisa leva a outra. É a lógica!

Antecipação, truques, tensão, crenças e mitos em relação a si como falante, sentimentos de culpa, vergonha, nervosismo, ansiedade, medo, tudo isso leva-nos a permanecer na mesma condição. Devemos mudar o nosso modo de agir. É preciso crer para (depois) ver. Para quem gagueja há mais de dez, vinte anos, a mudança de comportamento é mais difícil, mas não é impossível. Depende de muita persistência, perseverança e vontade, realmente.

Ao se pegarem agindo como gagos, percebam que este tipo de comportamento/pensamento não faz sentido (certa vez, peguei-me falando ao telefone, deitado na rede, completamente tenso, todo duro, dos pés à cabeça. Isso não me ajudava a falar). Conscientizem-se de que ele não é necessário para você falar melhor. Pelo contrário!!! Com ele, você só falará pior. Cada vez pior. Então, vá eliminando-os aos poucos. São comportamentos já enraizados. Para se retirar as raízes é preciso cavar mais fundo. O trabalho é mais demorado. A recompensa vale a pena. Combata o que está em volta da gagueira. Esqueça-a. A gagueira perde as forças quando está sozinha.

Um comentário:

Alexandre disse...

Estou aqui para convidá-lo a conhecer meu espaço: mundofractal.zip.net Comentários e reflexões sobre as situações hoje vividas. Um pouco de tudo que nos rodeia. De uma passadinha lá e deixe sua marca.