Gagueira sob uma perspectiva que articula linguagem, subjetividade e sociedade.
29 setembro 2015
23 maio 2015
Dia Internacional de Atenção à Gagueira - 2014
26 setembro 2014
Minha história e reflexões sobre a clínica da gagueira
Boa noite, inicialmente quero agradecer ao meu amigo Maurício Lopes de Nascimento Jr. pelo convite e parabenizar a Comissão Organizadora pelo IV Encontro Pernambucano de Atenção à Gagueira, evento consolidado no cenário nacional.
Maurício, ao me convidar, pediu que falasse sobre três pontos: minha história com a gagueira, como me tornei fonoaudiólogo e meu recente mestrado em Fonoaudiologia, pela PUC-SP - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.
Esses três pontos estão entrelaçados e, a partir da minha vivência, farei também algumas considerações sobre a clínica da gagueira.
Minhas primeiras lembranças sobre a gagueira remontam aos meus oito anos de idade, em sala de aula, quando a professora me solicitou a leitura, em voz alta, de um texto. Em determinada palavra travei. A sala riu e lembro que tive consciência da gagueira e consciência de que meu modo de falar não era aceito, de que havia algo de errado em minha fala. Essa situação me fez chorar em sala de aula. Lembro que meus pais foram à casa da professora conversar com ela. Dessa visita em diante, passei por fonoaudiólogos, psicólogo e otorrinolaringologistas.
Antes de prosseguir com a história em si, gostaria de fazer um breve parênteses para falar sobre a visão que compartilho a respeito da causa da gagueira. Entendo que essa causa não se esclarece a partir de uma relação linear do tipo: alguma condição A gera a condição B. Entendo que a forma gaguejada de falar é o efeito da tentativa de controlar a fala e essa tentativa se da por meio da antecipação da ocorrência da gagueira. Assim, faz-se necessário saber o que leva o falante a tentar esse controle. De acordo com a proposta de Friedman1,2,3, o que leva a isso é uma imagem estigmatizada de falante. E como a imagem se constitui? Então vamos voltar à minha história.
Do primeiro tratamento fonoaudiológico, aos oito anos de idade, a lembrança que tenho é que também estava lendo durante a sessão e travei em uma palavra. Essa palavra era “burro” e ao não conseguir pronunciar aquela palavra, novamente chorei. Hoje entendo que essa palavra era muito representativa para a imagem que se estava desenhando de mim na situação de fala que eu vivia. Por isso, gostaria de pensar com vocês como uma palavra comum se transforma em um obstáculo difícil de ser ultrapassado na fala.
Cada palavra tem uma carga emocional para o falante. Conforme o valor que ele atribui a ela, à palavra pode ser-lhe indiferente, entusiasmá-lo ou mesmo amedrontá-lo, envergonhá-lo. Assim, é natural que o estado emocional se altere diante da eminência de pronunciar certas palavras, como, por exemplo, ocorre com a própria palavra “gagueira” ou “gago” para as pessoas que se sentem enquadradas nesse padrão de fala e o rejeitam. A exacerbação emocional evocada pelo valor dado à uma certa palavra é, por sua vez, uma das condições que favorece a produção de disfluências ao falar, sendo essa disfluência nada mais que um retrato natural da dinâmica que se estabelece entre fala, emoção e movimentos musculares ao falar. Essas disfluências revelam que o falante é um sujeito que sente, isto é, revelam a subjetividade do falante.
No senso comum, porém, as pessoas nem sempre compreendem as relações entre a objetividade da fala e a subjetividade do falante e, consequentemente, podem achar que a disfluência seja algo anormal. Isso leva as pessoas a rejeitá-la em vez de aceita-la com naturalidade. Tal condição pode ser especialmente dramática quando se trata de disfluência na fala infantil, porque a criança não tem uma postura crítica em relação às reações do adulto e, por isso, tende a aceitar essa reação como se fosse uma verdade, passando então a acreditar nela. Eu acreditei. Acreditei nos meus pais que havia algo de errado em minha fala, quando eles não souberam acolher de forma adequada minhas disfluências e me encaminharam a uma fonoaudióloga para tratá-las. Acreditei também na fonoaudióloga, quando não teve a sensibilidade ou o conhecimento necessário para lidar com a situação do choro em seu consultório, diante da dificuldade de pronunciar a palavra “burro” e aquele meu bloqueio, para ela, apenas evidenciou a presença de uma dificuldade. De fato, não me lembro de uma atitude de apoio ou carinho da parte da fonoaudióloga, encorajando-me a falar. O tempo todo a cobrança era o ponto forte da terapia. Ficou claro que eu deveria treinar minha fala para, assim, conseguir falar do modo considerado normal, ou seja, sem disfluir, sem parar diante de alguma palavra. Hoje entendo que a fonoaudióloga repetiu o conhecimento de senso comum e entendo o quanto isso favoreceu que eu construísse uma imagem estigmatizada de falante.
Continua...
29 março 2014
20 outubro 2012
Dia Internacional de Atenção à Gagueira 2012
Núcleo de Estudos e Pesquisas em Fluência da Fala - NEPFF
18 outubro 2011
Dia Internacional de Atenção à Gagueira - 2011
30 outubro 2006
DIAG em São Paulo - Minhas Considerações
O melhor deste tipo de evento é a troca de experiências; é conhecer pessoas que viveram coisas muito parecidas com as suas; é poder transmitir mensagens incentivadoras de que a gagueira não é o bicho de sete cabeças que costumamos pintar e que existe tratamento eficaz para o indivíduo.
No quesito pessoas, a galera de São Paulo é muito legal!!! Eu já tinha alguns amigos por lá, do Grupo de Apoio da ABRA GAGUEIRA, do qual participei uma vez ano passado, e desta vez pude ampliar o leque de amizades. Neste evento pude conhecer a atual presidenta da ABRA, Daniela Verônica, as fonoaudiólogas Eliana Nigro, Ignês, Polyana, Ísis Meira e Fernanda Papaterra. Conheci também o colega Tiago Pereira, que palestrou sobre genética, e Elaine Gonçalves, que prestou seu depoimento, o qual me causou bastante impacto. Foi através dele que soube do desejo dela de não querer ter filhos com receio de transmitir a gagueira para ele, já que eu sua família há diversas pessoas que gaguejam. Entendo a situação dela, mas é muito triste saber disso. Caso o possível filho dela apresentasse algum sinal de gagueira, ela poderia levâ-lo a um fonoaudiólogo capacitado para tratar gagueira, que muito possivelmente seria curado.
É por causa dessas realidades que eventos como este, que ocorre em todo o Brasil, são extremamente importantes. Aos poucos vai-se transmitindo conhecimentos e desensibilizando as pessoas em relação à gagueira. Muito possivelmente Elaine não vivenciou experiêcias deste tipo anteriormente. Desta forma, ela carregou sozinha, por muito tempo, o peso da gagueira, o estereótipo de "gaga", o preconceito da sociedade e talvez tenha se visto muitas vezes sozinha, apesar da família ter diversos casos de gagueira. Atualmente, as pessoas que procuram ajuda (ou se ajudar), tratamentos, etc., têm grandes possibilidades de reverter o quadro, antes que ele torne-se insuportável ou motivo de restrições sociais.
Neste evento, eu pude observar bem esta busca pelo conhecimento: um casal estava procurando informações para seu filho, de 14 anos aproximadamente, com gagueira. Isto foi particularmente interessante porque eu pude me imaginar com 14 anos e relacionar com meus pais tentando me ajudar procurando profissionais da fonoaudiologia para me tratar. Assim que eu sentei atrás desse casal e seu filho (o filho sentado no meio dos dois), eu senti o que eles estavam pretendendo. O pai mais questionador fazia perguntas em todas as palestras, a mãe era mais quieta e o filho muitas vezes parecia está mais interessado em, talvez, sair dali. Infelizmente, quando somos adolescentes perdemos oportunidades únicas. Pude trocar uma idéia com o pai e tentei orientá-lo em razão da minha experiência vivida.
Ao final do evento, uma repórter do Conselho Regional de Fonoaudiologia 2ª Região - São Paulo (creio que foi deste conselho) procurou-me e me entrevistou. Não sei se minha entrevista vai ser publicada (espero que sim!), caso seja vocês terão notícias.
Como sugestão para a comissão organizadora, para qual inclusive eu já falei pessoalmente, é de deixar mais espaço para as palestras científicas sobre gagueira. Isto poderia ser organizado, caso o evento seja iniciado às 9h e terminado às 17h. Quando começávamos a gostar da palestra, a entendê-la, o tempo estava esgotado. Como por exemplo, a palestra sobre Gagueira e Psicanálise, de Roberta Ecleide. Foi muito rápida. Comprometendo o entendimento.
Espero que vocês tenham participado do DIAG em suas cidades e gostado como eu gostei do de São Paulo. Que tal vocês me contarem como foi? Deixem um comentário! Agradeço desde já!
29 outubro 2006
Minhas Perguntas e Suas Respostas
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Primeira Pergunta:
Anelise, com relação às causas neurofisológicas tenho lá minhas dúvidas ainda com relação a este ponto. As neuroimagens mencionadas em seu texto, creio que foram fotografadas de cérebros de indivíduos adultos que gaguejam. Para uma pessoa que gagueja, como você sabe, falar não é simplesmente "abrir a boca e falar". Falar envolve uma série de fatores como o julgamento do interlocutor, de si mesmo como falante, se vai conseguir transmitir a mensagem, etc. Creio que todos esses pensamentos juntos devam interferir no momento da captação da neuroimagem. Logo, em minha primeira opinião, a imagem não seria um sinal de uma falha de determinada área do cérebro, simplesmente. O que comprovaria, em minha opinião, a deficiência na ativação normal do lóbulo temporal do hemisfério esquerdo, seria esta detectação antes mesmo do individuo, ainda criança, apresentar sinais de gagueira. Portanto, gostaria de saber se essas imagens já foram detectadas/estudadas neste grupo de pessoas. Agradeço.
Primeira Resposta:
Olá Wladimir, gostei muito desta tua pergunta. Ela me dá a oportunidade de entrar um pouco em assuntos que são mais complexos, e que requerem uma linguagem um pouco mais técnica do que a pretendida pelo Fórum.
Primeiro, como bem podes imaginar, é muito difícil fazer pesquisa de neuroimagens em crianças. Precisa haver concordância da família, a criança precisa ser submetida a uma série de procedimentos complexos, a captação da imagem através da ressonância magnética funcional exige que o sujeito se mantenha o mais imóvel possível dentro de um tubo, receba contrastes específicos, entre tantos. Nada disso é muito facilitador. Os cientistas têm desenvolvido técnicas que mostram a atividade cerebral de crianças com e sem gagueira, para efeitos de comparação, através de formas menos invasivas, como o eletroencefalograma (EEG) e a magnetoencefalografia (MEG).
As investigações têm focado aspectos como lentidão de maturação cerebral, assimetrias de hemisférios, e mudanças de atividades neuronais durante estados de hiperventilação e repouso. Diferenças significativas nestas áreas têm sido relatadas na literatura, especialmente nas regiões parieto-ocipital e fronto-central do cérebro, na comparação entre cérebros de crianças com e sem gagueira.
Essas investigações vão em busca de diferenças em cérebros ainda em crescimento, justamente para se tentar achar algumas respostas para perguntas como a que fazes. Uma das mais instigantes é saber se as diferenças fisiológicas vistas nas comparações entre adultos com e sem gagueira, são provocadas pela gagueira ao longo do tempo ou se estão lá desde sempre.
Como o cérebro aprende por repetição, alguns pensam que de tanto gaguejar, a gagueira faz lá suas "marcas". Outros dizem que se os aspectos genéticos são significativos no aparecimento da gagueira, então essas marcas já estariam lá.
Claro que nada em gagueira é assim tão simples e definido. A quantidade de fatores intervenientes é muito grande. Por isso, sempre é bom lembrar que, para que a fala seja fluente é necessária uma sincronia muito fina entre todos estes aspectos. E esta sincronia começa num comando central, que está no cérebro.
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Segunda Pergunta:
Nadia, em sua opinião, por que é que uma pessoa que gagueja, não gagueja em determinadas situações, como por exemplo quando está sozinha, diante do espelho, com crianças, animais e quando estão bem seguras de si? - O que ocorre, também, quando a pessoa desenvolve certas crenças de que gagueja quando fala palavras começadas com determinadas letras, por exemplo? Como modificar esta crença? Agradeço pela atenção.
Segunda Resposta:
Oi, Wladimir,
Sob a ótica da Análise do Discurso, as situações que você descreve e muitas outras são condições de produção geradoras de fluência que, é claro, dependem da história de cada pessoa. Em princípio, o ouvinte não crítico, como a criança ou o animal não traz o efeito da gagueira, porque está claro que este interlocutor não colocado na posição de quem julga e rotula a pessoa que gagueja.
Uma outra questão é a crença na inabilidade articulatória, como você indica. A pessoa j chega à clínica com uma lista de “impossibilidades de dizer” e identifica sons e palavras que, em princípio, considera improváveis de serem articulados. Ao mesmo tempo, fala muito bem estes fonemas e palavras em seu relato. Isto necessita ser enfocado e trabalhado cuidadosamente na terapia fonoaudiológica, porque é a partir da quebra destas metáforas que o trabalho discursivo se dá.
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Terceira Pergunta:
Polyana, partindo-se do ponto que o corpo também é simbólico, como você afirmou em seu texto, como poderemos transformar um corpo simbólico "negativo" em um corpo simbólico "positivo"?
Terceira Resposta:
A transformação se dar dentro de um processo terapêutico no qual o que se fala está ligado com o corpo-fala. Para a clínica fonoaudiológica não-tradicional, a terapêutica não é prescrever exercícios, reeducar o movimento, modelar o comportamento, embora tais procedimentos possam ser abraçados por falantes que gaguejam em busca de uma solução para a gagueira. Não há problema nisso, pois nenhuma clínica dá conta, totalmente, da complexidade do humano. Em outras palavras: toda e qualquer clínica é sempre para alguns.
A clínica comprometida com o sujeito-linguagem, não negligencia o corpo, pois ele é a instância material onde a palavra (gaguejada/fluente) se inscreve, faz seu movimento, surpreende (porque se esperava gaguejar e não aconteceu), trai (porque se esperava falar fluentemente e a gagueira surgiu).
O que ela defende é que na abordagem do corpo-fala (voz, respiraão, musculatura, fonoarticulaão, tensão-soltura, som-silêncio, etc etc) busca-se a desalienaão da fala gaguejada, remetendo o dizer de uma forma que falha para formas de fala, produzindo sentidos (sempre singulares), dando sustentaão ao sofrimento (de quem gagueja e vive numa sociedade onde a ética e o respeito estão bastante fragilizados) e curando, no sentido de contrastar com o que se vivia antes, de libertar, de não mais se prender na/pela gagueira.
São efeitos que se produzem no corpo simbólico do sujeito-linguagem, para que a gagueira não mais se perpetue...... "e eu fiquei assim, calado, sem latim, coisas da vida" (Milton Nascimento).
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Quarta Pergunta:
Sandra, parabéns pelo seu trabalho. Gostaria de questioná-la em alguns aspectos do seu texto. - Como é que ficou comprovada a deficiência neurofisiológica de determinadas partes do nosso corpo? Como foram realizados os testes e a pesquisa com a população a ser estudada? Em quais situações de fala elas eram analisadas? - Seria possível a detecção desta deficiência em uma criança, mesmo antes desta apresentar qualquer sinal de gagueira? - Como seriam receitados medicamentos para combater a gagueira? Em quais situações a pessoa deveria fazer uso deles? Gera dependência? Agradeço a atenção.
Quarta Resposta:
A hipoativação dos núcleos da base foi demonstrada através de exames de neuroimagem funcional. Estudos compararam as ativações encefálicas de pessoas com e sem gagueira durante atividades indutoras de fluência (como cantar e ler em coro). A diferença de ativação estava justamente nos núcleos da base (principalmente no estriado), o qual, mesmo durante fluência induzida, permanecia pouco ativo.
Estudos farmacológicos também vêm sugerindo alterações nos núcleos da base, porque as drogas que melhoram ou pioram a gagueira tendem a ser drogas que modificam direta ou indiretamente a concentração de dopamina (o principal neurotransmissor nos núcleos da base).
A hipótese para o envolvimento dos núcleos da base na gagueira é relativamente recente, sendo que ainda não se discutiu a possibilidade de detectar a alteração em crianças que não desenvolveram gagueira. Mas penso que, neste sentido, talvez o marcador seja a própria dopamina.
Diversos medicamentos já foram testados para a gagueira, mas ou não surtiram efeitos positivos ou os efeitos colaterais impossibilitaram o uso a longo prazo. Neste momento, o medicamento em fase de testes é o pagoclone. Caso o pagoclone realmente se mostre uma droga eficaz e segura, os critérios para receitar o medicamento provavelmente virão dos estudos que ainda estão sendo executados. Em termos gerais, já se demonstrou que estimulantes de dopamina tendem a melhorar a fluência de pessoas com gagueira pura, enquanto que bloqueadores de dopamina tendem a melhorar a fluência de pessoas com gagueira e taquifemia. Ou seja, neste caso, o diagnóstico clínico seria um dos guias para a seleção da medicação; entretanto, sabe-se que os estimulantes geram dependência e os bloqueadores produzem efeitos colaterais indesejáveis.
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Quinta Pergunta:
Silvia, sua teoria aborda muito a questão de crenças, valores e auto-conceito. Diante desta situação, como você analisaria o uso da Programação Neurolinguística em terapias fonoaudiológicas?
Quinta Resposta:
Sobre como o uso de teorias da Programaão Neurolinguística em terapias fonoaudiológicas, de modo geral, penso que não se pode fazer os já bastante criticados empréstimos de teoria para aplicaões pouco fundamentadas. Do ponto de vista da minha proposta, que fundamenta de modo detalhado o funcionamento subjetivo e discursivo do modo gaguejado de falar, penso que a abordagem da Programação Neurolinguística faz bastante sentido e ela me serve de apoio para o manejo terapêutico no modo como ela está formulada por Bandler e Grinder por exemplo, no livro Sapos em Príncipes, da editora Summus.
19 outubro 2006
Programação DIAG em São Paulo
9:00 hs - Abertura
9:15 hs - Depoimentos vivenciais. Cada depoimento terá 20 minutos com mais 10 minutos para perguntas e comentários.
- Bianca Lisboa Jacom
- Elaine Gonçalvez
- Pablo Delmond Carballeira
- Sandra Mª Rodrigues Pereira de Oliveira
11:15 hs – Mini-Coffee
11:30 hs - Apresentações teóricas. Cada apresentação terá 20 minutos com mais 10 minutos para perguntas e comentários.
- Genética: Tiago Pereira
- Neurofisiologia: Sandra Merlo
- Psicanálise: Roberta Ecleide
- Psicologia Social: Polyana Oliveira
13:30 hs - Coffee-break
14:00 hs - Debate final
14:55 hs - Encerramento
Data: 21 de outubro (sábado). Local: CEFAC: Rua Caiowaá, 664, Perdizes - São Paulo - SP Inscrições: por telefone (11) 3675.1677 ou por e-mail (cefac@cefac.br)
Entrada franca. Vagas limitadas.
Comissão Organizadora Nacional: Ignês Maia Ribeiro, Eliana Maria Nigro Rocha, Sandra Merlo, Daniela Verônica Zackiewicz
Eu tentarei gravar o áudio de todas as palestras, para futuramente colocar aqui e dividir com vocês. Por enquanto, a informação que tenho é que não vai ser possível fazer qualquer gravação. Falarei lá, que diversos colegas do "...Fazer Algo Para Melhorar!" desejam ter conhecimento do que se passou por aqui (São Paulo). Para isso gostaria de ter comentários de vocês com esta solicitação.
Programação DIAG em Brasília
- 20 de outubro - a partir das 19h30min - no auditório da UNIPLAN (913 Sul - próximo a Cínica Escola de Fonoaudiologia - subsolo) - palestra sobre gagueira e depoimento de pessoas que gaguejam (experiência do enfrentamento do problema).
- 21 de outubro – 10h às 22h – no Pátio Brasil Shopping – campanha de sensibilização, fornecendo informações ao público em geral sobre gagueira, distribuindo panfletos informativos e sorteando brindes.
- 22 de outubro - 9h às 15h - no Parque da Cidade, numa ação conjunta com a ONG Instituto Meta Social no II Festival SER DIFERENTE É NORMAL, que ocorrerá simultaneamente. Campanha de sensibilização, fornecendo informações ao público em geral sobre gagueira, distribuindo panfletos informativos e sorteando brindes.
Eu consegui esta programação no Orkut da fonoaudióloga Ana Maria Oliveira, Coordenadora Regional da Campanha no Distrito Federal.
17 outubro 2006
Maceió Está Trabalhando
"Em Maceió, a campanha está sendo coordenada pelas professoras Sabrina Pimentel e Michelle Rocha da Faculdade de Fonoaudiologia da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal).
"Durante a campanha, estaremos visitando as escolas públicas onde promoveremos ações informativas para educadores e estudantes quanto a aceitação da criança que tem gagueira", disse Sabrina.
Segundo a fonoaudióloga, além das escolas, serão visitados professores e alunos de psicologia da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) para a formação de parcerias. "Queremos divulgar que a gagueira tem cura e que o preconceito só aumenta o sofrimento de quem é portador da deficiência", completou.
...
Não existe medicamento para tratar a gagueira, mas existem tratamentos que podem ser aliados a terapia psicológica. "Cada profissional adota uma linha de tratamento que pode ser pela questão motora da fala ou discursiva. A evolução do tratamento depende das questões emocionais que envolvem a pessoa que tem gagueira" explicou Sabrina, ao dizer que o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza o tratamento para a população."
Leia a matéria completa em: Tribuna de Alagoas.
16 outubro 2006
Fórum Online Aberto. Participem!
Esta oportunidade é única. Só ocorre de ano em ano. É o metro quadrado mais repleto de fonoaudiólogas competente em gagueira, na internet brasileira.
Aproveite.
Se você não participar, só você ficará de fora.
13 outubro 2006
Cidades Participantes do DIAG
No saite da ABRA GAGUEIRA há uma relação de outras cidades, onde ocorrerão uma série de eventos e manifestações. Esta é a hora, para quem exige da população uma maior consciência sobre a gagueira, de se mobilizar e fazer acontecer. Como dizia Geraldo Vandré, "quem sabe faz a hora, não espera acontecer". O momento é este, a hora é agora. Não vacile! Veja quem está organizando a campanha na sua cidade e junte-se a eles! Confira aqui.
Para quem é de Cuiabá, veja o que ocorrerá em sua cidade.
Viagem a São Paulo
Desejo a todos que se envolvam de alguma forma na campanha, pois só assim a população em geral ficará um pouco mais consciente sobre os problemas e causas da gagueira. É isso que todos nós queremos. Chegou a oportunidade!
Abraços e até breve!
10 outubro 2006
Fórum Online
"Em breve no site da ABRA GAGUEIRA terá início o 2º Fórum Online, este ano com o tema "Causas da Gagueira". Não deixem de participar e enviar perguntas para diversos especialistas no assunto.
Encontro vocês lá!
Um grande abraço
Daniela Verônica Zackiewicz"
PARTICIPEM!!!
09 setembro 2006
Carta de Sensibilização Sobre o DIAG - 2006
Dia Internacional de Atenção à Gagueira/2006.
"Gagueira não tem Graça. Tem tratamento."
O dia 22 de outubro é o "Dia Internacional de Atenção à Gagueira". Em 2005, pela primeira vez, houve uma Campanha Nacional no Brasil e o tema foi "Tratamentos para a Gagueira". Neste ano de
Muito se fala sobre as causas da gagueira. Você sabe dizer se a gagueira é causada:
- Por um susto?
- Pelo nervosismo?
- Por imitação?
- Pela ansiedade?
- Por um trauma ou problemas psicológicos?
- Pelo excesso de cobrança e repreensão dos pais?
- Pela hereditariedade?
- Por um mal funcionamento do cérebro?
Apesar de haver várias teorias diferentes sobre as causas sobre a gagueira, todas concordam em um ponto: a gagueira é involuntária. Isto quer dizer que a pessoa que gagueja não consegue evitar a ocorrência da gagueira e, por mais que se esforce, não consegue ter controle absoluto sobre sua fala. Por isso, para superar a gagueira, não basta ter força de vontade, ficar calmo, respirar ou pensar antes de falar. É necessário um tratamento personalizado com fonoaudiólogos especializados em gagueira.
Na semana de
CEFAC - Educação e Saúde: www.cefac.br
ABRA GAGUEIRA - Associação Brasileira de Gagueira: www.abragagueira.org.br
HSPE - Hospital do Servidor Público Estadual: www.iamspe.sp.gov.br
IBF - Instituto Brasileiro de Fluência: www.gagueira.org.br
A Comissão Organizadora
Ignês Maia Ribeiro
Eliana Maria Nigro Rocha
Sandra Merlo
Daniela Verônica Zackiewicz
Amigos,
O Dia Internacional de Atenção à Gagueira, 22 de Outubro, está se aproximando. Esta é uma ótima oportunidade para que a população conheça mais e melhor sobre esta patologia da linguagem. Não é este o seu desejo? Você não gostaria que a sociedade respeitasse mais as pessoas que gaguejam? Então, esteja você onde estiver, fique certo de que pode fazer algo com esta finalidade. Interesse-se por esta campanha! Mobilize-se! A Comissão Organizadora deste movimento tem dois emails disponíveis para que os interessados possam se unir e juntar forças. São eles: gagueira@uol.com.br e ignes@uol.com.br. Ano passado foi desenvolvido um trabalho muito bonito. Nesse ano poderemos fazer mais! Junte-se a nós! "Quem sabe faz a hora, não espera acontecer!"
07 março 2006
Dia Internacional de Atenção à Gagueira 2006
A Comissão Organizadora, na pessoa da Fonoaudióloga Ignês Maia Ribeiro, no intuito de tornar a campanha deste ano mais ampla, democrática e abrangente, está solicitando sugestões de TEMA e SLOGAN para o DIAG 2006. Quem desejar contribuir pode enviar sua sugestão para o endereço eletrônico da referida fonoaudióloga: ignes@uol.com.br.
Participem, mandem suas sugestões. Quanto maior o número de idéias, muito possivelmente, melhor será o Dia Internacional de Atenção à Gagueira.
27 outubro 2005
Dia Internacional em Manaus
Segue o texto:
O evento alusivo ao Dia Internacional de Atenção à Gagueira em Manaus foi realizado no dia 19 de outubro, quarta-feira, na Universidade Nilton Lins, tendo a frente as fonoaudiólogas Elizabeth Williams e Cláudia de Lucca, ambas do corpo docente da referida
instituição.
Fui convidado pela Elizabeth (Beth) cerca de duas semanas antes e recebi tranqüilamente a notícia, pois como ela já foi minha fono, eu já havia me disponibilizado para qualquer necessidade que ela tivesse da minha presença. O fato de hoje em dia eu receber este tipo de convite com tanta naturalidade me faz sentir o quanto já dissipei o medo de falar em público: há pouco tempo atrás (pelo menos há três anos) eu ficaria completamente
desesperado com um convite desse tipo.
Nos dias que se antecederam ao evento eu e a coordenação local(através de e-mails e telefonemas) entramos em contato com a mídia, solicitando cobertura. Não fiquei sabendo se foi publicada alguma nota em jornal, mas o importante foi que tivemos cobertura da principal emissora de TV de Manaus.
Chegado o dia me surpreendi com a organização: o local foi uma espécie de miniauditório da universidade, com capacidade para pelo menos 80 pessoas. O público foi chegando lentamente (na entrada todos receberam folders) e em pouco tempo o lugar estava tomado de estudantes e outras pessoas(e eu tão tranqüilo quanto qualquer pessoa que tivesse ido só pra assistir). Como material de apoio havia um datashow com telão e um sistema de som, instalados no local. Fui convidado então para participar da composição da mesa juntamente com a Beth, Cláudia e a profª Luciana Barbarena, coordenadora do curso de Fonoaudiologia. Pode parecer falta de modéstia, mas me senti honrado ao ocupar aquele lugar (ganhei até uma pasta personalizada!)
Na primeira parte foi feita uma apresentação sobre o tema do evento, o Dia Internacional de Atenção à Gagueira (22 de outubro), o tema deste ano(Gagueira Não Tem Graça, Tem Tratamento), etc. Em seguida a Beth apresentou slides sobre a importância da abordagem fonoaudiológica, descrição do problema da gagueira e tipos de tratamentos existentes, tanto para adultos quanto para crianças. Uma hora depois eu fui convidado a prestar meu depoimento. Confesso que por uma certa comodidade preferi seguir um roteiro mental para apresentação, ao invés de apresentar slides, porém já decidi que numa próxima oportunidade pretendo usar todos os recursos que estiverem disponíveis.De posse do microfone comecei a contar minha história com a gagueira por cerca de 40 minutos e todos pareceram bem atentos. Até embarguei a voz em determinado momento, lembrando dos progressos que já obtive(ou quem sabe das derrotas). Interessante também que consegui até ser engraçado(como a maioria dos gagos, não tenho talento pra humorista) ao contar que minha mãe batia na minha cabeça com uma colher de pau quando eu era criança, seguindo uma simpatia ensinada por uma vizinha.
Após o meu relato foi realizada uma mesa-redonda muito proveitosa com as três fonos.
Ao final das explanações houve uma agradável bateria de perguntas onde fui tão questionado quanto qualquer uma das fonos. Respondi a todas as perguntas que me foram feitas, com muita tranqüilidade, procurando ser o mais esclarecedor possível. Pude perceber o quanto os estudantes têm curiosidade em conhecer o ponto de vista da pessoa que gagueja.
Comentei também sobre a minha vontade de montar um grupo de apoio e pedi a colaboração de todos para divulgarem a notícia. Por falar nisso, compareceram ao evento três pessoas com problema de gagueira, atraídas por um anúncio que coloquei no jornal local de maior circulação e que manifestaram seu interesse em participar do referido grupo. Isso para fim foi um desfecho com chave de ouro. Mas ainda tinha uma surpresinha: no finalzinho de tudo fui agraciado com um belo certificado de participação concedido pela universidade. Quanta honraria para um reles mortal! Foi muita alegria para um dia só.
E o melhor de tudo: saí de lá com uma incrível sensação de que poderei fazer muito melhor no futuro, quem sabe falando de qualquer assunto, em qualquer oportunidade. Espero sinceramente que muitos outros colegas passem por essa mesma experiência: é muito empolgante!
Finalizando, quero então aproveitar a ocasião para parabenizar a todas as pessoas que coordenaram e participaram (local e nacionalmente) da realização do Dia Internacional de
Atenção à Gagueira, sem esquecer também de agradecer a todos os colegas das listas que participo, com os quais aprendo todos os dias. Certamente muitas pessoas foram sensibilizadas sobre o tema e espero que as próximas campanhas atinjam resultados tão estimuladores e favoráveis quanto os que foram conseguidos neste ano de 2005. Como você bem disse Wladimir, isso tudo é apenas o início de uma nova era e espero que também seja um verdadeiro divisor de águas!Renato Cruz - Manaus-AM
25 outubro 2005
Uma Nova Era

Cada cidade tem o seu balanço: em São Paulo foi ótimo, em Natal maravilhoso, em Fortaleza muito bom, em Manaus foi show, em Brasília valeu a pena, na Bahia teve até entrevista...
É bem verdade que o evento de São Paulo foi o "principal" e que eu e outros colegas também gostaríamos de está presente. Eu, particularmente, conheço algumas pessoas de Sampa e sei que o negócio foi realmente muito legal, por ter sido feito por pessoas legais. Mas o fato de morarmos distante também fez com que o evento ganhasse maiores proporções e alcançasse muito mais pessoas. Outras cidades foram presenteadas com palestras, distribuição de panfletos, entrevistas na TV, debates, entre outras ações. Serviços de formiguinhas.
Todos estão realmente de parabéns. Em especial aos que mostraram a cara e falaram sobre a gagueira. Esse obstáculo é o que deve ser vencido por nós. Cada vez que falamos sobre o assunto mais ele fica fraco, mais ficamos fortes. Uma nova era para cada um de nós que abordamos o tema.
Se me pedissem para resumir o Dia Internacional de Atenção à Gagueira eu repetiria as palavras de Letícia Albanese. Na lista Discutindo Gagueira ela falou: "Sábado, eu senti isso mesmo, um incentivo, senti que tem um caminho". É ou não é uma nova era?
Gostaria que você também resumisse o DIAG. Deixe seu comentário. Não precisa se indentificar. Basta clicar em anônimo.
19 outubro 2005
Significado do Evento
- Em sua opinião, o que representa, para as pessoas que gaguejam e para a área da fonoaudiologia, o evento Dia Internacional de Atenção à Gagueira?
O Dia Internacional de Atenção à Gagueira representa, em um primeiro momento, a união de pessoas que gaguejam e fonoaudiólogos com o objetivo de mobilizar a sociedade, prestando esclerecimentos e contribuindo para uma mudança na consciência coletiva a respeito da gagueira. A qualidade de vida de uma pessoa com gagueira depende diretamente do grau de consciência que as pessoas que a cercam tem a respeito do problema - pais, professores, amigos, conhecidos, chefes, funcionários, comerciantes...
O Dia Internacional de Atenção à Gagueira é também uma oportunidade para que haja, além da mobilização, uma confraternização das pessoas envolvidas com o tema gagueira. Essa troca de experiências pessoas e profissionais tem uma riqueza inestimável para todos.
Enfim, é um dia que nos lembra o quanto precisamos trabalhar para tornar o sonho de um mundo de respeito e dignidade para as pessoas que gaguejam. E também para comemorarmos os passos que demos em direção a isso.
Fga. Me. Daniela Veronica Zackiewicz
Vice-presidente da ABRA GAGUEIRA
daniela.veronica@itelefonica.com.br
www.abragagueira.org.br







